Paes critica nova proposta de concessão do Santos Dumont e aposta em retomada das atividades no Centro

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RIO — O prefeito Eduardo Paes disse, nesta quinta-feira, em almoço com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro (Acrj), que o "complexo de vira latas da cidade" deve ser reavaliado. Ele afirmou que os índices de violência estão caindo e que a cidade tem uma mão de obra qualificada e especializada maior do que de outras capitais. Criticou ainda a proposta do novo modelo de concessão do Aeroporto Santos Dumont que, segundo ele, "vai acabar com o Aeroporto Internacional Do Galeão".

— Temos toda uma logística no entorno do Galeão. Essa proposta compromete inclusive a entrada de turistas no país e na cidade — argumentou o prefeito.

Sobre a retomada das atividades presenciais, o prefeito disse ainda que, a curto prazo, o Centro do Rio já vai apresentar sinais de recuperação com a volta de várias atividades presenciais. Ele prometeu investir na melhoria da infraestrutura da região, com atividades como a substituição da iluminação atual por lâmpadas de LED, dentro da PPP da iluminação pública. A longo prazo, aposta nos efeitos do projeto Morar no Centro, que concede incentivos para a revitalização imobiliária da cidade.

— A gente tem um desafio maior que é o ordenamento urbano por causa da crise. Tem muita gente passando fome. Mas não quero justificar essa situação por causa disso — disse Paes, que também falou sobre a situação econômica:

— A organização financeira é muito importante. Em 2015 e 2016, quando Estado e União enfrentavam problemas (o ex-governador Luiz Fernando Pezão enfrentava uma crise financeira e a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment), a prefeitura agitava compromissos em dia. Em junho, colocamos as contas no azul mesmo pagando 15 folhas. Somos superavitários, independentemente da entrada de recursos da concessão da Cedae.

Eduardo Paes também falou sobre a situação financeira que o Rio passou nos últimos tempos.

— Ao longo de 30 anos, a prefeitura era uma bóia de esperança, chegando a emprestar dinheiro para o Estado. Você poderia não gostar de mim, do César Maia ou do Marcello Alencar, impaciente com o Luiz Paulo Conde. Mas havia gestão administrativa. E nos últimos anos, viveu uma crise. Temos que recuperar essa capacidade — disse o prefeito.

Ele também fez críticas a políticos como o antecessor Marcelo Crivella e o ex-governador Wilson Witzel.

— Nós fomos o epicentro das crises: econômica, financeira e ética. Algumas continuam. Isso gerou, em 2016, a eleição de um prefeito que não tinha ligação com o Rio, que é uma cidade de respeito às diferenças e à diversidade. A cara de pressão baixa do Crivella e de tarado do Witzel desanimavam qualquer um — acrescentou Paes.

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