Paes dá última cartada para tirar Cesar Maia de chapa de Freixo para ser vice de Rodrigo Neves

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O grupo político do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), deu uma última cartada para tentar assegurar o PSDB na campanha de Rodrigo Neves (PDT) ao governo do Rio. O pré-candidato a vice na chapa, Felipe Santa Cruz (PSD), que é apadrinhado por Paes, colocou a vaga à disposição do vereador Cesar Maia (PSDB). Os tucanos, porém, refutaram a proposta e pretendem seguir com Marcelo Freixo (PSB), que teve sua candidatura a governador oficializada nesta quarta-feira em convenção do seu partido. Ele também ofereceu a vice para Cesar.

A aliança entre Freixo e o ex-prefeito do Rio deve ser confirmada nesta sexta-feira pelos dois partidos. O apoio do Cidadania, que compõe uma federação partidária com o PSDB, à chapa de Neves não é considerado um entrave. Isso porque os tucanos têm maioria na executiva nacional.

Em um último esforço, Santa Cruz entrou em contato com o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, e disse que abriria mão do posto para que Cesar Maia fosse vice.

— Ofereci o posto ao PSDB, disse ao Bruno Araújo que ficaria à vontade em ceder o meu lugar. Não tenho vaidades quanto a isto e seria importante para o partido, que preservaria o tempo de TV — disse Santa Cruz ao GLOBO.

Pacificação interna

Em outra frente, Freixo e o pré-candidato do PSB ao Senado no Rio, Alessandro Molon, afirmaram ontem que superaram as diferenças e vão caminhar juntos. Freixo vinha cobrando publicamente seu correligionário para que retirasse seu nome em prol do presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) André Ceciliano (PT). O objetivo era facilitar a aliança com os petistas.

Após trocarem afagos na convenção que aprovou por unanimidade as duas candidaturas, os pessebistas falaram com a imprensa lado a lado.

— Está pacificado, completamente superado qualquer coisa que tenha criado divergências — disse Freixo.

Porém, questionado sobre em quem votaria para senador, ele se esquivou:

— O voto é secreto.

Molon foi na mesma linha:

— Viramos a página. Vamos em frente juntos. A gente sai daqui pra ganhar o governo e o Senado com respeito a essa coligação que é mais ampla que o PSB.

Freixo ressaltou que a legislação permite que as alianças tenham dois candidatos ao Senado, apesar de só haver uma vaga em disputa:

— O que precisamos agora é um protocolo, pois esta grande aliança provavelmente terá dois candidatos ao Senado.

A pacificação entre Freixo a Molon ocorre após a passagem do ex-presidente Lula pelo Rio, que consolidou o apoio do PT ao pré-candidato pessebista a governador. O apoio público do ex-presidente a Freixo arrefeceu a pressão de lideranças petistas que ameaçavam um rompimento caso Molon se mantivesse candidato.

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