Paes diz que fará 'todos os esforços' para o Rio ser a capital de investimentos verdes no Brasil

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RIO - A cidade do Rio de Janeiro quer se tornar a capital da economia verde no Brasil. Para isso, a prefeitura pretende oferecer incentivos fiscais para empresas que possuem projetos de neutralização de carbono, que podem chegar a 100% do ISS.

A novidade foi anunciada no evento "Rio, a capital de investimentos verdes no Brasil", que ocorreu nesta sexta-feira no Museu do Amanhã.

Realizado em parceria do Santander com a Fundação Roberto Marinho e a Prefeitura do Rio, o evento abordou a vocação da cidade para as questões ambientais.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, ressaltou que os ativos ambientais são ativos econômicos importantes para a cidade, e que o Rio vem buscando reconquistar seus espaços e identificar as suas vocações.

- Não entendi por que a Faria Lima ainda não veio para cá - brincou o prefeito. - Faremos todos os esforços para o Rio ser a capital de investimentos verdes no Brasil, nem que eu e Zé Roberto (José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho) tenhamos que construir um museu como este aqui para ser a bolsa verde - acrescentou.

Incentivos fiscais

Secretário de Fazenda e Planejamento do Rio, Pedro Paulo anunciou que tem sido elaborado pela prefeitura um programa de incentivos fiscais para o mercado de descarbonização. O chamado ISS Neutro funcionará em duas frentes. A primeira é uma redução de 5% para 2% do imposto municipal para consultorias, certificadoras e empresas de tecnologia focadas nesse mercado.

A segunda frente é uma redução que pode chegar a 100% do ISS para companhias de qualquer segmento e qualquer porte, que tenham projetos para redução nas emissões de carbono.

O objetivo é que o programa seja finalizado e apresentado à Câmara dos Vereadores ainda no primeiro semestre de 2022.

- Criamos em junho um grupo de trabalho para capitanear o Rio como hub desse mercado, criando um ecossistema para que as empresas venham - disse Pedro Paulo.

O ex-ministro da Fazenda Arminio Fraga, que participou do painel com o secretário, disse ser favorável aos benefícios fiscais para esse mercado.

- A reforma tributária pode e deve incorporar objetivos ambientais. É preciso ter um motor de arranque, e um projeto de desenvolvimento regional requer uma estratégia com incentivos. Acho que isso faz todo o sentido.

Pedro Paulo afirmou ainda que a cidade do Rio terá a sua própria certificação de carbono, chamada de Rio Standard, que terá sua metodologia elaborada em conjunto com a CVM e com certificadoras referência no mercado.

O secretário também anunciou que está discutindo com a CVM, a Anbima e universidades no Rio de Janeiro um projeto para que a cidade se torne um "grande formador de talentos" nessa área.

- Queremos que o Rio seja um celeiro na formação de profissionais em finanças verdes - disse.

Para Arminio Fraga, o Brasil, liderado pelo Rio, deve investir esforços em liderar o setor de economia verde.

- Nossa posição no mundo anda muito fragilizada e isso é um espaço para nós produzirmos uma espécie de alquimia. Transformar uma situação de quase pária internacional em uma situação de líder.

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