Paes libera dinheiro para compensar perdas com superferiadão

CATIA SEABRA
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após determinar a suspensão temporária de atividades econômicas, como em bares e restaurantes, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), anunciou nesta quarta-feira (24) um conjunto de ações para amenizar o efeito da pandemia no bolso do Carioca. O total é de R$ 100,2 milhões, sendo que metade já estava programada. A iniciativa busca mitigar o impacto do superferiadão, que consiste na paralisação de atividades não essenciais até o domingo de Páscoa. Batizado de Auxílio Carioca, o pacote contemplará 883.936 pessoas e conta com quatro programas. Dois deles já existiam. A novidade está por conta do Auxílio Carioca, que prevê a destinação de R$ 200 a 23 mil famílias inscritas no cadastro único da Prefeitura. Serão liberados R$ 5,6 milhões. Além desse, foi criado o apoio ao comércio ambulante, com o pagamento de R$ 500 a 13.506 beneficiários. Com custo total de R$ 7,7 milhões, o programa tem o objetivo de compensar os ambulantes que terão de parar entre sexta-feira (26) e domingo (4). Já existente, o Cartão Família Carioca atenderá 50 mil famílias já cadastradas. Cada uma receberá em média R$ 244, somando R$ 14,1 milhões. Embora já previsto, esse dinheiro foi antecipado em um mês. Também já existente, o Cartão Alimentação beneficiará 643 mil alunos. O valor, de R$ 108,50 por criança, será depositado em duas parcelas, perfazendo R$ 72,7 milhões. Metade desses recursos já estava programada. A outra parte representa um reforço com objetivo de reduzir o efeito das restrições no bolso do carioca. A apresentação é uma tentativa de resposta às críticas a medidas mais restritivas para combate à covid19. O governador interino do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), resistiu nos últimos dias a adotar restrições mais duras contra o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus. A resistência à suspensão de atividades em setores não essenciais colocou o governador em conflito com Paes. A divergência tornou-se pública nas redes sociais na segunda-feira (22). Além da objeção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apoiador do governador, Castro também ouviu o setor produtivo fluminense, que divulgou nota contrária ao fechamento do comércio.