Paes rebate críticos e diz que 'políticos o invejam' porque ele comanda a 'mais incrível de todas as cidades'

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No segundo dia do recesso de dez criado para tentar reduzir os índices de transmissão de Covid-19, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, usou as redes sociais para enaltecer a parceria com o prefeito de Niterói, Axel Grael, na construção das medidas restritivas impostas pelos dois municípios. Em seu perfil no Twitter, o prefeito do Rio compartilhou uma foto com Grael, mas também aproveitou para rebater críticas de que ambos fizeram apenas um movimento eleitoral, visando uma possível candidatura ao governo estadual em 2022. Sem qualquer modéstia, Paes afirmou que "é o prefeito da mais incrível de todas as cidades" e que "todos os políticos morrem de inveja" dele, para ressaltar o compromisso de exercer o mandato à frente do município até o fim.

"O Bom dia de hoje vai com imagem (da última segunda) do pôr do sol na linda cidade do Rio desde a querida e também linda Niterói. Meu agradecimento especial ao prefeito @axelgrael que nos liderou essa semana não só nas medidas restritivas. Como também na inspiração de medidas de transferência de renda aos mais pobres e preservação de empregos. Ficar em casa sempre que puder, evitar aglomeração, usar máscara e vacina. São as armas que temos para vencer a Covid! Vamos passar por essa. Cuidem-se. Em tempo: perdem tempo aqueles que veem qualquer movimento eleitoral na imagem. Simples: sou prefeito da mais incrível de todas as cidades e todos os políticos do mundo morrem de inveja de mim por isso. Aqui estou, aqui ficarei. Viva o Rio!", escreveu o prefeito na rede social.

As restrições anunciadas pela prefeitura e o governo contra o Covid-19 entraram em vigor nesta sexta. A prefeitura montou três barreiras sanitárias (uma na Linha Amarela, na altura da saída 4, sentido Barra da Tijuca; uma segunda no Trevo das Missões; e outra na Avenida das Américas, na Grota Funda, no sentindo Barra da Tijuca) para evitar que ônibus ou vans, que não são de linhas convencionais, entrem na cidade durante o período do recesso.

Os dez dias de combate à Covid-19, que começam hoje e vão até 4 de abril, Domingo de Páscoa, terão duas frentes importantes. Uma delas é um grande esforço para esvaziar as ruas do Rio no período, que, embora tenha sido chamado de feriadão, é na verdade um recesso forçado para combater o avanço do coronavírus. A outra é uma tentativa de reduzir a fila para UTIs no estado que na quinta-feira superou a marca de 600 pacientes — a maior desde o início da pandemia —, não só diminuindo a circulação de pessoas, mas também abrindo novos leitos hospitalares.

O Rio registrou na última semana o seu pior momento desde o início da pandemia de Covid-19. De acordo com declaração nesta sexta-feira do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, atualmente são 663 pessoas internadas em leitos de CTI. A mortalidade nas UTIs da cidade chega a 40%, acrescentou o secretário. De acordo com o subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Márcio Garcia, há um crescimento de casos das novas cepas da doença na cidade. Em uma semana, segundo Garcia, triplicou o número nos diagnósticos laboratoriais por Covid-19, a maior parte da variante P1.