Paes diz que logística de desfile militar na Praia de Copacabana é difícil, mas se coloca à disposição

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Em sua conta oficial do Twitter, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, deu aval para a mudança do desfile militar de 7 de setembro do Centro da cidade para a Praia da Copacabana, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, que pretende vir ao Rio no feriado. Paes declarou que está “inteiramente à disposição do governo federal” para uma eventual troca de local do evento, que também será a comemoração dos 200 anos da Independência do país.

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“Muitas pessoas têm me perguntado sobre o desfile militar do 7 de Setembro em razão das declarações do senhor presidente sobre o local do evento. Quero reiterar aqui que a prefeitura do Rio se sente honrada pelo fato de anualmente financiar a estrutura completa do evento. Reitero ainda que estamos inteiramente à disposição do governo federal para atender eventuais mudanças no local de realização do desfile”, disse, no Twitter.

Paes, no entanto, ressaltou a logística complexa de colocar gradeamento e tanques militares em Copacabana. Porém, afirmou que, com tempo, é possível realizar a mudança de local, caso seja o desejo da presidência.

De acordo com o blog da Malu Gaspar, o anúncio feito por Bolsonaro surpreendeu os militares. Há dúvidas da viabilidade de transferir o desfile da Avenida Presidente Vargas para a Avenida Atlântica, local que tem sido palco de manifestações favoráveis ao presidente.

A declaração de Bolsonaro foi feita no último sábado, durante a convenção do Republicanos que lançou a candidatura de Tarcísio de Freitas para o governo de São Paulo. "Sei que vocês queriam aqui (São Paulo), mas nós vamos inovar no Rio de Janeiro”, disse Bolsonaro, na ocasião.

O Comando Militar Leste, que organiza o evento no Rio, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a mudança de local.

Crise em 2021

No feriado do ano passado, Bolsonaro escolheu São Paulo para discursar e atacar o Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o presidente disse que não mais obedeceria as decisões do ministro Alexandre de Moraes, que comanda o inquérito das fake news. O ato provocou uma das maiores crises políticas do seu governo.

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