Paes suspende atendimento presencial em bares e restaurantes por dez dias no Rio de Janeiro

ANA LUIZA ALBUQUERQUE
·1 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O prefeito Eduardo Paes (DEM) anunciou na tarde desta segunda-feira (22) a suspensão do atendimento presencial para todas as atividades econômicas, exceto as essenciais. Durante dez dias, bares e restaurantes poderão funcionar apenas para retirada no local e delivery. O objetivo é reduzir a transmissão do novo coronavírus, que pressiona o sistema hospitalar da capital, com 93% dos leitos de UTI ocupados. Fica proibida ainda a abertura de museus, galerias, cinemas, teatros, boates, salões de beleza e clubes. O funcionamento presencial de escolas e creches também está suspenso. Como determinado no início do mês, continua valendo o toque de recolher que impede a permanência das pessoas nas ruas das 23h às 5h. O anúncio foi feito em conjunto com a prefeitura de Niterói (RJ). Paes não conseguiu entrar em acordo com o governador Cláudio Castro (PSC), aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para a implementação de restrições comuns. Castro deve anunciar medidas menos duras no estado. "Nenhum de nós toma as decisões que tomamos hoje felizes, alegres ou por prazer. Tomamos por absoluta necessidade e ouvindo muito a ciência", afirmou Paes durante o anúncio à imprensa. "O ideal é que a gente estivesse comunicando de forma integrada medidas que dessem clareza para a população. Infelizmente isso não foi possível. Ninguém aqui é alarmista, deixa de se preocupar com economia, emprego, problemas sociais", completou.