Pai consegue na Justiça o direito de acessar celular de filho que morreu atropelado

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João Vitor Duarte Neves, de 20 anos, morreu atropelado quando andava de bicicleta em Santos (litoral de SP) - Montagem/Reprodução/G1
João Vitor Duarte Neves, de 20 anos, morreu atropelado quando andava de bicicleta em Santos (litoral de SP) - Montagem/Reprodução/G1
  • A Justiça autorizou o pai de um jovem que morreu atropelado a acessar o celular do filho

  • A Apple deverá realizar a transferência dos dados para a conta do pai

  • Acidente ocorreu em abril do ano passado, em Santos (litoral de SP)

A Justiça autorizou o pai de João Vitor Duarte Neves, que morreu atropelado quando andava de bicicleta, a acessar o celular do filho. O incidente com jovem de 20 anos ocorreu em abril do ano passado, em Santos (litoral de São Paulo).

Segundo o portal G1, a decisão foi proferida pelo juiz Guilherme de Macedo Soares, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Santos. Ele determinou que a Apple realizasse a transferência dos dados para a conta do pai, para que a família tenha acesso às fotos, vídeos e mensagens enviadas e gravadas por João e salvas no iPhone dele.

A Apple informou no processo que não tem a senha dos dispositivos de seus usuários, mas que poderia realizar a transferência dos dados caso houvesse autorização judicial.

"[A decisão judicial] se reveste de laços emocionais, onde os familiares da vítima pretendiam e tinham o direito de ter acesso aos últimos momentos vividos e compartilhados com a vítima", explicou ao portal G1 o advogado Marcelo Cruz, que representa o pai do jovem.

No acidente, registrado por uma câmera de monitoramento, João Vitor foi atropelado por um carro que trafegava no mesmo sentido. Com o impacto, o jovem foi arremessado na traseira de uma caminhonete estacionada. O motorista do veículo, de 19 anos, disse que não percebeu o ciclista na via. Um passageiro puxou o freio de mão do veículo e o avisou.

Eles desceram e, ao verem a vítima, disseram à polícia que prestaram socorro. Apesar do depoimento, a família alega que a história foi diferente, e questionou a conduta da PM e dos envolvidos. Outro ponto citado pela família foi a não realização do teste do bafômetro.

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