Pai de Jairinho, acusado de matar Henry, nega ser miliciano: "Sou poeta"

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O deputado estadual Coronel Jairo (SD-RJ)
O deputado estadual Coronel Jairo (SD-RJ)
  • O deputado estadual Coronel Jairo (SD-RJ) negou qualquer relação com milícias

  • Ele foi acusado durante o julgamento do assassinato do garoto Henry Borel, de quatro anos

  • Dr. Jairinho, filho de Jairo, está preso desde abril por suspeita de ter cometido o crime

O deputado estadual Coronel Jairo (SD-RJ) negou qualquer relação com milícias após ter sido acusado durante o julgamento do assassinato do garoto Henry Borel, de quatro anos. O filho do parlamentar, Dr. Jairinho, está preso sob suspeita de ter matado o enteado.

Durante o júri, Reinaldo César Pereira, tio de consideração da mãe do garoto, afirmou: "Ouvi dizer que eles são donos de Bangu, donos de milícia".

"Quando falam em milícia, eu fico triste. Eu moro na beira da estrada, não tenho carro blindado, não ando com segurança. Outra coisa: que milícia é essa em Bangu? Não conheço milícia em Bangu. Sei que tem em Realengo, Cosmos, Barra. Em Bangu, não conheço. E eles me botam dono da milícia lá. Eu sou o miliciano que não tenho medo de nada, então. Ando no pagode de madrugada, saio da Mocidade sozinho", afirmou Jairo em entrevista ao portal UOL.

"Eu não sou miliciano, sou poeta", complementou o coronel à reportagem. Ele contou que compôs músicas nas décadas de 1980 e 1990 e lançou há uma década o livro "Pedaços da Vida".

Jairo disse acreditar na inocência de Jairinho e estuda o caso desde a prisão do filho, em 8 de abril. O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) afirma que o menino foi morto por sadismo do padrasto com omissão da mãe, Monique Medeiros.

O coronel leu livros para investigar se Jairinho poderia ser psicopata, mas não encontrou lastro nos materiais estudados. Segundo Jairo, há erros nos laudos cadavéricos —foram seis produzidos durante a fase de inquérito: a cor dos olhos de Henry, que são azuis e constam como castanhos, e o uso de fraldas descartáveis na hora da morte.

Jairo disse ao UOL que a relação de Monique com a família era ótima —antes de o casal ir morar na Barra da Tijuca, ela frequentava a casa da família de Jairo em Bangu. Henry sempre foi muito bem tratado ali, argumento do coronel para embasar sua tese de que o menino não foi morto violentamente —os laudos periciais apontam 23 lesões no corpo do menino, que teve hemorragia interna e laceração no fígado causada por ação contundente.

"Uma mãe não mataria o filho e nem defenderia um namorado de meses se fizesse isso", opinou o pai de Jairinho, que acha que Henry sofreu em acidente doméstico.

"Eu vou até o fim, não vai prevalecer essa covardia e essa mentira. Eu não vou deixar. Não falo como deputado nem coronel, eu falo como pai: eu vou até o fim. Eles [os policiais], para ascenderem profissionalmente, se juntaram para prejudicar um médico e vereador, legitimado pelo voto popular. Podem saber que eu vou até o fim", finalizou ao UOL.

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