Felipe Prior acusado de estupro: Pai diz que família está acolhendo o ex-BBB

Felipe Prior é acusado de estupro e tentativa de estupro (reprodução / instagram @felipeprior)

Um dos participantes preferidos, e um dos responsáveis por contabilizar 1,5 bilhões de votos no último paredão do ‘Big Brother Brasil 20’, o arquiteto Felipe Pior está sendo acusado por três mulheres de estupro e tentativa de estupro entre os anos de 2014 e 2018. Em uma reportagem exclusiva da revista ‘Marie Claire’ as vítimas relatam com detalhes os episódios. O Yahoo! conversou rapidamente com Edmir Prior, pai do acusado, sobre o caso nesta sexta-feira (3).

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“Nós estamos bem. Estamos aqui acolhendo ele na saída do programa. Mas quanto a esse assunto que estão dizendo não vamos nos posicionar”, disse o corretor de seguros.

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Ele completou informando que não houve uma notificação legal ao filho. “Nós não temos nada formal, nada que podemos responder. Até porque ninguém foi intimado. Não tem nada concreto, só o que foi falado na mídia. Para nós não temos, judicialmente nada chegou para a família. Estamos dizendo que não vamos falar sobre o assunto enquanto isso não tiver com alguma coisa concreta”, afirmou.

Alertado que há um inquérito aberto na polícia, ele desconversou. “Tudo bem, para ter o inquérito... Você está falando, eu desconheço e vamos esperar algo chegar por escrito para poder te responder. Sobre esse assunto não tenho mais nada para dizer agora”, concluiu.

Segundo a publicação uma notitia criminis (que é quando a polícia é avisada de um crime) foi protocolada no Departamento de Inquéritos do Fórum Central Criminal em 17 de março de 2020 pelas advogadas Maira Pinheiro e Juliana de Almeida Valente. O ato foi necessário para dar início a uma investigação criminal contra o Prior.

Alerta de gatilho: Há relatos de violência sexual que podem ser gatilhos para vítimas e pessoas sensíveis.

O Caso

A reportagem relata que Felipe Prior ofereceu carona há uma moça (embriagada) após uma festa na USP (Universidade de São Paulo), em 2014, e a estuprou em seu carro. Ela conta que não conseguia oferecer resistência física, mas que falou não a ele muitas vezes, deixando claro que não queria ter relações sexuais. Felipe teria reagido dirigindo-se a ela aos gritos, dizendo “para de ser fresca, no fundo você quer, não é hora de se fazer de difícil".

A violência dos atos resultou em uma laceração vaginal que teria cerca de sete centímetros. Por causa da dor, ela começou a chorar. Isso teria feito Felipe parar, ela acredita. "Como a quantidade de sangue era grande, ele perguntou se ela queria ser levada ao hospital. Themis respondeu que queria ir para casa e “mais nada””, diz o texto. A vítima foi ao hospital após chegar em casa com a mãe e passou uma semana usando fraldas geriátrica e com dificuldades para andar e ir ao banheiro.

“Simplesmente coloquei a violência que sofri debaixo do tapete por seis anos. Achei que não lidando com ela, sumiria em mim. Atrasei dois anos da minha faculdade por causa do estupro. Tranquei todas as matérias do curso porque vê-lo todos dias era torturante. Ele é um cara impulsivo, agressivo. O que mostrou no BBB não chega perto do que é na vida real. Tenho medo do que pode fazer, mesmo diante de uma acusação formal, com advogada e tudo. Mas não posso mais guardar esse mal para mim”, afirmou a vítima à revista.

Já em 2016, durante os jogos de arquitetura da faculdade que ocorreram em Biritiba Mirim, houve uma nova tentativa de estupro, envolvendo outra mulher.

Em 2018, ele voltou a cometer os mesmos atos de 2016. Uma garota consentiu a ir com ele para a barraca, ter relações sexuais, mas mudou de ideia após o arquiteto ficar violento. O acusado desferiu tapas no rosto e por todo o corpo de Ísis (nome fictício), mesmo depois de ela dizer que estava sentindo dor e por diversas vezes dizer que queria interromper o ato. Chegou a chorar, conta, mas ele disse diversas vezes que não a deixaria sair dali, aponta o texto.

A organização dos jogos universitários, a InterFAU, tomou conhecimento dos atos e chegou a decidir em colegiado proibir sua participação em outras edições do evento.

Investigação

O crime de estupro é tipificado como hediondo no país e a pena, após condenação, é de seis a 10 anos de reclusão com agravante de oito a 12 anos quando há lesão corporal da vítima. As advogadas que entraram com a notitia criminis pediram medidas cautelares para que Felipe Prior fosse proibido de manter qualquer contato com as vítimas e testemunhas por qualquer meio.

O pedido foi aceito pela Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo e aguarda julgamento. Por conta dos crimes terem acontecido em cidades diferentes podem ser abertos três inquéritos distintos.