Pai que manteve família em cárcere privado tem prisão preventiva decretada pela Justiça

A juíza Monique Correa Brandão dos Santos Moreira decidiu converter a prisão em flagrante de Luiz Antônio em preventiva, em audiência de custódia realizada no início da noite deste sábado. Segundo a companheira do acusado, ele mantinha ela e os filhos de 19 e 22 em cárcere privado há 17 anos. Quando a Polícia Militar chegou à casa da família, em Guaratiba, atendendo a uma denúncia anônima, encontrou os jovens amarrados.

Em sua sentença, a juíza relata: "Os presentes fatos são de extrema gravidade e extremamente reprováveis, considerando que as vítimas, esposa e filhos do custodiado, ficaram, por anos, privadas de sua liberdade e foram submetidas a sofrimento físico e psicológico.

Além do intenso sofrimento físico causado, já que, além de agressões, as vítimas eram mantidas amarradas, o custodiado privava os seus familiares de alimentação e condições mínimas de sobrevivência".

A magistrada cita o estado desumano em que os filhos foram encontrados. Ela prossegue: "De acordo com as fotos acostadas às fls. 38/45, percebe-se as condições de subnutrição das vítimas, notadamente dos filhos, de 22 e 19 anos, que possuem aspectos físicos de crianças".

O réu não quis se manifestar, exercendo seu direito de se manter em silêncio.

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