EUA vão retomar uso da vacina da J&J contra Covid-19

Manas Mishra e Julie Steenhuysen
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Vacinação contra Covid-19

Por Manas Mishra e Julie Steenhuysen

(Reuters) - Os Estados Unidos retomarão o uso da vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19, anunciaram os principais reguladores de saúde do país nesta sexta-feira, encerrando uma pausa de 10 dias para investigar a ligação da vacina com coágulos sanguíneos extremamente raros, mas potencialmente mortais.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) disseram em uma nota conjunta que os sistemas de saúde e as pessoas serão alertados sobre o risco de uma síndrome potencialmente fatal envolvendo coágulos sanguíneos graves e plaquetas baixas.

Mais cedo, consultores do CDC recomendaram a retomada do uso da vacina da J&J.

"Os benefícios superam claramente o risco de uma perspectiva populacional e individual", disse a dra. Beth Bell, membro do painel consultivo e professora clínica do departamento de saúde da Universidade de Washington em Seattle.

"É um novo risco. É reconhecidamente um risco extremamente pequeno e menor do que muitos outros riscos que escolhemos correr todos os dias", acrescentou ela.

O CDC e a FDA suspenderam o uso da vacina da J&J nos EUA após relatos de seis casos de coágulos sanguíneos cerebrais raros entre as quase 8 milhões de doses administradas no país.

Nesta sexta-feira, a equipe do CDC e especialistas apresentaram dados sobre esses casos e expandiram sua análise para incluir relatórios nos quais coágulos sanguíneos graves ocorreram em outras partes do corpo além do cérebro, mas também estavam associados a uma contagem baixa de plaquetas.

Os consultores disseram que houve 13 casos entre mulheres com menos de 50 anos - uma taxa de 7 por milhão de doses administradas - e dois casos em mulheres com 50 anos ou mais - uma taxa de menos de 1 por milhão de doses administradas. A análise não encontrou casos semelhantes em homens.

(Por Manas Mishra em Bengaluru; reportagem adicional de Julie Steenhuysen em Chicago, Susan Heavey em Washington, Carl O'Donnell e Caroline Humer em Nova York)