Pais de autistas sofrem para manter planos de saúde com reajustes de até 80%

No ano em que os planos de saúde individuais subirão até 15,5%, o maior reajuste em 22 anos, quem tem plano coletivo está enfrentando aumentos ainda maiores. O percentual é definido por livre negociação, sem limitação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A situação é mais delicada para famílias em que há pessoas com necessidades especiais.

É o caso de Liliane Cerrato, funcionária pública, mãe de Lucas, de 20 anos, Rafael, de 16, e Theo, de 5, todos autistas. Ela se assustou quando foi informada do aumento da mensalidade do filho do meio: 80%. Sem possibilidade de negociar com a operadora, cogita ir à Justiça.

Letícia Carreira não foi capaz de absorver o reajuste de 80% no plano do filho Rafael, de 3 anos, que também é autista. A mensalidade saltou de R$ 385,67 para R$ 689,65.

— Tinha me planejado para pagar um aumento de até uns 12%, mas uma alta de 80% não cabe de jeito nenhum no meu orçamento. Decidimos trocar para um plano com o valor similar ao que pagávamos — conta Liliane.

Veja as alternativas que os país de crianças com necessidades especiais estão buscando, as justificativas dos planos de saúde e o que a ANS diz sobre os direitos dos segurados que estão em situação similar na reportagem exclusiva do GLOBO.

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