Pais denunciam assédio eleitoral de professora contra filha de 7 anos em escola

Família formalizou a reclamação na Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG). Foto: Getty Images.
Família formalizou a reclamação na Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG). Foto: Getty Images.
  • Segundo família, professora incentivava que seus alunos do 1° ano do ensino fundamental defendessem Bolsonaro;

  • Pais formalizaram a reclamação na Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG);

  • Os pais afirmam que a criança virou alvo da professora após dizer que sua família votará em Lula.

A família de uma menina de 7 anos denunciou sua professora por suposta “perseguição” eleitoral na Escola Estadual Sarah Kubitschek, no bairro Ipiranga, na Região Nordeste de Belo Horizonte.

Na última sexta-feira (28), o caso ganhou destaque após os pais formalizarem uma reclamação contra a educadora na Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG).

Segundo eles, há pouco mais de três meses, a docente vem incentivando os alunos do 1° ano do ensino fundamental a defender o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

De acordo com os pais, a criança virou alvo da professora após ela afirmar em sala de aula que sua família votaria em Lula (PT) no segundo turno. Desde então, a educadora passou a falar para a aluna que “Lula é ladrão” e que “quem o defende é ruim”.

A denúncia aponta que a docente estimulou as crianças a levarem sua opinião política sobre o chefe do Executivo para casa, e assim gerar debate entre familiares.

Em prints apresentados pela família, a professora usou um aplicativo de mensagens para falar sobre as eleições com a mãe da menina.

As imagens divulgadas ao g1 mostram que a docente enviou um vídeo favorável à candidatura de Bolsonaro para a parente da menina.

A família afirmou que a estudante passou a receber ataques individuais sobre o desempenho escolar em reunião. A professora teria dito que a garota "era atrasada, não era boa aluna, indisciplinada e não tinha bom desenvolvimento".

De acordo com a SEE, uma equipe de inspeção escola da Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana A, que coordena a Escola Estadual Sarah Kubitschek Ipiranga, investigará os fatos apresentados e prestar acolhimento necessário à família da criança.

Para o g1, a professora disse que não reconhece as informações presentes na denúncia: “Se falo alguma coisa com eles, é no privado, devido ao fato de sermos amigos”.