“País pode crescer 3%, 4%, se não fizermos besteira”, diz Paulo Guedes

Redação Notícias
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Brazil's Economy Minister Paulo Guedes speaks during the ceremony referring to the modernization of labor regulatory standards at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, on October 22, 2020. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
Brazil's Economy Minister Paulo Guedes speaks during the ceremony referring to the modernization of labor regulatory standards at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, on October 22, 2020. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer de 3% a 4% no ano que vem, após a crise causada pela pandemia do coronavírus.

“O grande desafio é transformar a recuperação cíclica, que é um fato, e vamos crescer 3% a 4% (em 2021), se nós não fizermos besteira. Se fizermos besteira, afunda de novo”, disse o ministro, na quarta-feira (25), em um evento da revista Voto, em São Paulo, acompanhando o presidente da República, Jair Bolsonaro.

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A equipe econômica revisou de 4,7% para 4,5% a previsão de queda do PIB deste ano, mas manteve em 3,2% a projeção de expansão em 2021.

“Já estamos em plena recuperação cíclica. E crescimento de 3%, 4% pode ser uma perspectiva conservadora”, afirmou.

Em março deste ano, Guedes também falou que o dólar chegaria a R$ 5 “se não fizesse besteira”. Na época, a moeda americana girava em torno de R$ 4,60. Uma semana depois, o real se desvalorizou ainda mais e a barreira dos R$ 5 foi rompida. Atualmente, a cotação do dólar está em cerca de R$ 5,30.

Para o ministro da Economia, os dados que ele tem de consumo de energia e de combustíveis, por exemplo, em geral, apontam para uma retomada forte em “todos os setores” e que os investimentos privados “estão entrando” no país.

Segundo ele, a falta de matéria-prima e de embalagens é um bom sinal dessa retomada. “Nosso desafio é transformar essa recuperação cíclica em retomada do crescimento. E quem tem a chave disso é a classe política”, declarou.

Paulo Guedes afirmou que ainda há uma contenção nesse fluxo porque não há uma certeza em relação à parte fiscal e, nesse sentido, defendeu o andamento de reformas que estão no Congresso para “destravar os investimentos”.