Palestino atropela e mata dois soldados israelenses na Cisjordânia

Perícia examina carro utilizado por palestino para atropelar soldados israelenses, em 16 de março de 2018, nas proximidades de Jenin, Cisjordânia

Dois soldados israelenses morreram e outros dois ficaram feridos nesta sexta-feira ao serem atropelados por um carro dirigido por um palestino, informou o Exército hebreu.

O ataque contra os quatro militares israelenses, entre eles um oficial, ocorreu próximo a um posto militar a oeste de Jenin, no norte da Cisjordânia, o território palestino ocupado pelo Exército hebreu.

O motorista, ferido no atentado, foi levado para um hospital e está sendo interrogado, revelaram as autoridades.

Segundo o Shin Beth, o serviço israelense de segurança interna, o atropelador é Alaa Kabha, nascido em 1991 e natural da localidade de Bartaa, na região de Jenin, com passagem pela prisão por "motivos de segurança" e libertado em abril de 2017.

Os atropelamentos são utilizados com frequência por palestinos contra as forças israelenses.

A decisão do presidente americano, Donald Trump, de transferir a embaixada americana em Israel para Jerusalém, anunciada no dia 6 de dezembro, causou a elevação das tensões, após meses de relativa calma nos territórios palestinos. Ao menos 31 palestinos e quatro israelenses morreram em episódios violentos desde então.

O movimento islâmico Hamas, que havia convocado para esta sexta-feira um "dia de ira", celebrou o ataque ocorrido em Jenin, mas não reivindicou a ação.

"A operação (...) confirma que nosso povo segue participando da Intifada de Jerusalém e que esta revolta contra a decisão de Trump e a ocupação (israelense) não é apenas um ataque de cólera, mas sim um combate em curso até a libertação total do nosso povo", declara o comunicado do Hamas, considerado por Israel uma organização terrorista.

O posto militar próximo ao local do atropelamento está na zona das colônias israelenses de Mevo Dotan e Hermesh.

Ao menos 400 mil colonos israelenses vivem - sob a proteção do Exército - na Cisjordânia ocupada, ao lado de 2,6 milhões de palestinos.