Palestinos começam vacinação contra a covid-19 na Cisjordânia

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Profissional de saúde israelense prepara dose da vacina Pfizer/BioNtech em 31 de dezembro de 2020

A Autoridade Palestina começou, nesta terça-feira (2), a vacinação na Cisjordânia dos profissionais de saúde, depois de receber 2.000 doses de Israel, informaram fontes médicas à AFP.

Na segunda-feira, a Autoridade Palestina informou ter recebido 2.000 doses da vacina Moderna, das 5.000 doses que Israel se comprometeu a transferir após a pressão das Nações Unidas e das ONGs.

A Autoridade Palestina, com sede na Cisjordânia, espera receber outras 50.000 doses para meados de fevereiro, após assinar vários contratos com laboratórios estrangeiros.

"Embora a quantidade de vacinas que recebemos até o momento só nos permita vacinar 1.000 pessoas, começamos com os que estão na linha de frente, enquanto esperamos o restante das vacinas", disse à AFP Ali Abed Rabbo, diretor-geral do ministério da Saúde palestino.

Nesta terça-feira à tarde, os médicos palestinos informaram à AFP que a vacinação acabava que começar, e o ministério da Saúde anunciou a publicação em breve de imagens que comprovem "o início da campanha de vacinação contra o coronavírus". Depois, a televisão estatal exibiu uma primeira reportagem que mostrava os profissionais da saúde sendo vacinados.

A maioria das vacinas que serão administradas aos palestinos chegarão mediante o sistema "Covax" de assistência aos países mais pobres, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Aliança para as Vacinas (Gavi), informou o primeiro-ministro Mohamed Shtayyeh na segunda-feira.

Ele afirmou que uma parte das vacinas seria destinada aos palestinos da Faixa de Gaza, enclave de dois milhões de habitantes separado geograficamente da Cisjordânia por Israel, e sob o controle do movimento islâmico Hamas.

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