Palmeiras administra protestos políticos e foca em dar opções a Abel

Os muros da sede pichados e as críticas contra a presidente Leila Pereira em semana de final de Supercopa foram abafados rapidamente pelo Palmeira, que foca em dar soluções ao técnico Abel Ferreira não mais para o jogo contra o Flamengo, no sábado, mas para a temporada como um todo.

O clube entende que o trabalho está no início em 2023 e as contratações feitas até o ano passado, e aprovadas pelo treinador, ainda não surtiram efeito. Muito se deve, entretanto, a um período de férias longo, com jogadores retornando de lesão, caso de Raphael Veiga, e outros sem ritmo, como Dudu.

Sem brilho em campo diante do São Paulo, o empate sem gols gerou reclamações e pedidos por reforços para repôr as saídas de Scarpa e Danilo. O clube está no mercado atrás de um volante e um atacante de lado. O extremo na mira inclusive jogou no Flamengo: Michael, hoje no Al-Hilal.

O momento aparentemente conturbado não atrapalha o planejamento do clube, e é visto com um componente político. A organizada que persegue a presidente deixou de receber um patrocínio da Crefisa, empresa da qual Leila Pereira é dona, recentemente. Desde então, vieram as críticas direcionadas.

Sobre Abel, o momento é de manter a confiança na capacidade de o técnico encontrar soluções com o que tem na mão em termos de material humano. Embora tenha pedido reforços de maior peso, aprovou cinco dos sete contratados desde o ano passado, mas ainda não deu sequência a nomes como Bruno Tabata como titular. Na vaga de Danilo, Gabriel Menino tem sido utilizado e oscilado, mas deve ter sequência até nova peça chegar para que possa se firmar.