Palmeiras perde nos pênaltis para o Al Ahly e deixa Mundial com a pior campanha entre brasileiros

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Em campo, o Palmeiras protocolar resumiu o que é o Mundial de Clubes aos times brasileiros: ou a final contra o europeu - e a pequena chance de levar o título - ou nada. Por mais que o discurso seja outro, a cabeça e pernas dos jogadores nem sempre pareceram estar no Qatar diante do Al Ahly. E para vencer os egípcios, o time precisava estar mais presente. O maior vencedor da África jogou, desde o início, para conquistar o terceiro lugar, mas tinha suas limitações. O 0 a 0 foi o retrato de um jogo melancólico decidido nos pênaltis, a favor dos africanos, que não vai deixar saudades aos palmeirenses.

A falta de ambição do Palmeiras, após a derrota para o Tigres, contrastou com a vontade do Al Ahly, sobretudo no primeiro tempo. Em jogo, também tinham R$ 13 milhões em premiação. E os paulistas chegaram a despertar na etapa final, com um toque a mais de organização e vontade. Mas parou por aí. Saiu do Mundial sem conseguir marcar um gol sequer e foi o brasileiro com pior campanha da competição. Do outro lado, o ímpeto também baixou e os minutos finais mais lembravam um amistoso.

Para não ser o único campeão da Libertadores a ficar fora do pódio do Mundial, o Palmeiras contava com Weverton no gol. O goleiro já tinha salvado o time de um placar maior contra o Tigres. Na disputa com os egípcios, ele defendeu apenas uma cobrança. Enquanto Roni, Luis Adriano e Felipe Mello desperdiçaram suas cobranças.

Além do baque da derrota na semifinal e a melancólica partida desta quinta-feira, o aspecto físico tem sido determinante para a equipe de Abel Ferreira. O time vem de uma forte sequência de jogos e da desgastante viagem para o Qatar por conta do calendário imprensado devido à pandemia da Covid-19. Até o fim da temporada serão 79 jogos no total.

O preço a ser pago pelo excesso de jogos tem sido visto já nas últimas partidas do Palmeiras. Inclusive, a final da Libertadores contra o Santos, num jogo em que produziu menos do que se esperava. Antes mesmo, no Brasileiro, a equipe vinha com redimento em queda. A última grande atuação da equipe foi na goleada sobre o Corinthians, por 4 a 0, na 28ª rodada, no início de janeiro.

Em termos de temporada, o que houve no Mundial de Clubes não pode nem deve ser visto como um estrondoso fracasso. Esperava-se mais do time, claro. Porém, o "fim de ano" ainda pode ser melhor. Daqui a duas semanas, o Palmeiras disputa a primeira final da Copa do Brasil contra o Grêmio. O encerramento do que sobrou de 2020, no início de março, traz a possibilidade do terceiro troféu para se juntar ao do Paulista e da Libertadores.

Até chegar lá, no entanto, segue a maratona. Por causa do Mundial, o clube teve seus jogos remanejados. Enquanto o Brasileiro está a três rodadas do fim, o Palmeiras terá cinco partidas em 10 dias, a partir do dia 14. Com a vaga garantida na fase de grupos da Libertadores, Abel Ferreira pode usar o período para recuperar o fôlego e o ânimo dos jogadores para as finais da Copa do Brasil, dias 28 e 7 de março.

Os adversários, que lutam contra o rebaixamento ou brigam por título e Libertadores, podem ser favorecidos caso o treinador opte por times mistos. Casos de Fortaleza e São Paulo, por exemplo.

• 2005 - São Paulo: campeão

• 2006 - Internacional: campeão

• 2010 - Internacional: terceiro colocado

• 2011 - Santos: vice campeão

• 2012 - Corinthians: campeão

• 2013 - Atlético-MG: terceiro colocado

• 2017: Grêmio: vice campeão

• 2019: Flamengo: vice campeão

• 2020: Palmeiras: quarto colocado