Palmeiras vai pedir hoje impugnação da final

Márcio Verri (circulado em preto) guardando o celular, enquanto Dionísio (em azul) parte para falar com o bandeira

O Palmeiras ainda não se deu por vencido e, mesmo após o TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) de São Paulo ter arquivado a acusação alviverde de interferência externa na final do Paulistão, o clube decidiu que entrará nesta quarta-feira com um pedido para impugnação da partida. O requerimento será feito no Pleno do TJD, dentro do prazo legal de 48 horas após a decisão do tribunal, conforme prevê o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

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Importante: o Palmeiras já sabe que sua reivindicação será rejeitada em primeira instância, no TJD – há o entendimento no Palestra Itália de que tal tribunal trabalha de mãos dadas com a FPF (Federação Paulista de Futebol), ou seja, não acataria em hipótese alguma a reclamação.

Mas o departamento jurídico palmeirense tem a expectativa de vitória em uma segunda instância, no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), no Rio de Janeiro. Caso também não veja seu desejo acolhido, o clube está decidido a recorrer ao CAS, a Corte Arbitral do Esporte, na Suíça.

O Verdão vai sustentar nos julgamentos que já sabe como a ordem externa chegou ao quarteto de arbitragem, fazendo com que Marcelo Aparecido voltasse atrás na marcação de um pênalti de Ralf em cima de Dudu, na segunda e decisiva partida do Campeonato Paulista.

Por meio de uma série de imagens, de torcedores e de câmeras do circuito interno de segurança do Allianz Parque, o Palmeiras alegará que Márcio Verri Brandão, que faz parte da Comissão de Arbitragem da FPF, portava um celular. O clube, inclusive, divulgou três imagens que flagram Márcio olhando para o telefone – o item B do inciso XVIII do artigo 24 do Livro de Regras da CBF trata tal ação como algo que vai contra a conduta ideal.

E mais: o Verdão defenderá que a ordem cronológica dos fatos tem Márcio recorrendo a seu celular enquanto Paulo César Oliveira, comentarista de arbitragem da TV Globo, afirma durante a transmissão do jogo que não houve pênalti. Dois segundos depois, ele, ainda de acordo com o clube, repassa a informação para Dionísio Roberto Domingos, diretor da Comissão de Arbitragem, que vai conversar com um dos bandeiras.

O curioso é que Dionísio, durante depoimento no TJD, disse não reconhecer Márcio, afirmando em seguida que talvez se tratasse de um segurança dos árbitros. O próprio site da FPF trata Márcio como membro da Comissão Estadual de Arbitragem há pelo menos dois anos.