Palmeirense é morta pelo marido por causa de título da Libertadores

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A empresária Érica Fernandes Alves Ceschini, 34 anos, foi morta a facadas em sua casa, na madrugada do último dia 31, no bairro São Domingos (zona norte da capital paulista), após uma suposta discussão com o marido, um vendedor de 34 anos. A briga teria sido motivada, segundo a polícia, por causa de futebol. A vítima era torcedora do Palmeiras, que no dia anterior conquistou a Copa Libertadores da América, e seu companheiro torce para o Corinthians. Ele confessou ter matado a mulher e foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil. Policiais militares relataram em depoimento terem sido acionados para uma ocorrência de assassinato, seguido de suicídio, por volta da 1h. Porém, chegando ao prédio, na rua Rubens de Souza Araújo, a PM foi recebida pelo vendedor, que abriu a porta do apartamento e em seguida, segundo os policiais, caminhou até a cozinha, onde Érica estava caída sobre uma poça de sangue, e deitou-se ao lado do corpo dela. O homem estava ferido na região da barriga, supostamente por facadas. Ele foi encaminhado ao Conjunto Hospitalar do Mandaqui, na zona norte, E submetido a uma cirurgia. Não foi informado se ele permanecia internado na unidade, até a publicação desta reportagem. Antes de ser internado, ainda no apartamento, o vendedor teria afirmado aos PMs ter sido agredido pela mulher, que, segundo ele, se suicidou em seguida. Porém, ele mudou sua versão, logo depois, afirmando ter desarmado a companheira e desferido "vários golpes" nela, pois, "acabou se excedendo." No dia seguinte ao assassinato da empresária, a irmã dela e o cunhado foram até o apartamento, com a intenção de limpar o local. Porém, ao entrar no imóvel, constataram que alguém já havia estado lá. O casal foi em seguida ao 33º DP (Pirituba) onde registrou um boletim de ocorrência de furto. Segundo o documento policial, a irmã de Érica enviou uma mensagem ao pai do vendedor, um autônomo de 57 anos, que afirmou ter sido orientado por advogados, não identificados, a retirar objetos pessoais do marido da vítima do apartamento. Além disso, a irmã e cunhado de Érica notaram que utensílios domésticos e o carro da vítima também foram levados, sem autorização. Uma advogada, identificada somente como Alessandra, teria pegado, segundo a polícia, de documentos pessoais e também do celular da empresária, que até o momento não foi entregue à Polícia Civil. A reportagem tentou entrar em contato com a advogada e com o pai do preso, na tarde desta sexta-feira (5), porém sem sucesso. A Secretaria da Saúde, gestão (PSDB), afirmou não ter sido autorizada, por familiares do vendedor, a informar o estado de saúde dele. Os filhos gêmeos da vítima estão com os familiares dela, informou o cunhado de Érica ao Agora, nesta sexta (5).