PAM Meriti reabre nesta segunda com 30 leitos para pacientes com Covid-19

Cléber Júnior
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Profissionais de saúde inspecionam equipamentos do novo PAM Meriti, agora Hospital Municipal de São João de Meriti

Com 24 óbitos e 244 casos de Covid-19 confirmados pela Secretaria estadual de Saúde, São João de Meriti, na Baixada Fluminense, vai ganhar um reforço na rede. O Posto de Assistência Médica Abdon Gonçalves, conhecido como PAM Meriti, será reaberto nesta segunda-feira como hospital de apoio para pacientes infectados pelo novo coronavírus e que já tiverem passado pela triagem da UPA de Jardim Iris, porta de entrada para os casos suspeitos.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, serão disponibilizados 30 leitos completos na nova unidade, que agora se chamará Hospital São João de Meriti (Av. Presidente Lincoln 26, Jardim Meriti). Do total, nove são de terapia intensiva. Também haverá leitos semi-intensivos, separados por alas masculina e feminina.

 

Por conta do avanço da doença, explica o prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, a reforma do PAM foi acelerada:

— As obras do Hospital São João de Meriti, que tem três pavimentos, estão sendo feitas por etapas. Aceleramos a oferta de 30 leitos, todos com respiradores, para o tratamento dos casos grave. Conseguimos fazer essa montagem de leitos fixos na unidade com verba de emenda parlamentar. Toda regulação vai ser feita pela prefeitura — explica o prefeito, informando que a equipe médica da UPA de Jardim Iris irá analisar se a pessoa precisa ou não ser encaminhada para internação nos novos leitos.

Responsável pela direção da nova unidade, o cardiologista Altair Soares Pereira Neto está submetendo as equipes a um treinamento para o uso dos equipamentos.

— Os aparelhos estão ligados e sendo testados. Estamos preparados para começar a receber os pacientes que estiverem em estado grave. O traslado será feito da UPA do Jardim Iris — completou.

 

A UPA, localizada na Avenida Comendador Teles s/nº, no bairro Jardim Iris, é o principal ponto de atendimento em São João. Para receber os casos suspeitos, a unidade conta com uma tenda de triagem, onde os pacientes com sintomas de gripe recebem os primeiros cuidados. Mesmo com a abertura do hospital, a UPA continuará com oito leitos para os casos de Covid-19.

A doméstica Sandra Regina Oliveira, de 55 anos, esteve na UPA em busca de socorro para a sobrinha de 15 anos.

— Vi que a equipe médica está atendendo o máximo de gente possível. Minha sobrinha está com dores no corpo e conseguiu ser medicada. Ainda bem que não era Covid-19. Espero que esses leitos no PAM ajudem a desafogar a UPA — afirmou Sandra.

Hoje com 16 leitos de UTI, a UPA vem operando além da capacidade, recebendo, em média, 150 pessoas por dia. Boa parte é formada por moradores de outros municípios.

Ruas cheias ainda são motivo de preocupação

Mesmo diante da escalada de casos e mortes pela Covid-19, muita gente parece não estar com medo da doença, já que as ruas continuam com movimento intenso, mesmo com as medidas de restrição.

Para Ana Claudia Macedo Jesus, de 43 anos, falta compromisso com o próximo:

— Só venho na rua para fazer coisas urgentes de casa. As ruas estão cheias e dá para perceber que algumas pessoas estão andando sem máscara.

 

Aos 63 anos, o aposentado Jose Carlos Augusto mostra preocupação com a Covid:

— Tenho medo de ir para a rua. Saí para comprar remédio e já estou voltando. Sou consciente, já perdi um amigo com essa doença.