Pamela causa pequenos danos após entrar no México na costa do Pacífico

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Esta imagem da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) mostra o furacão Pamela, em 12 de outubro de 2021 (AFP/Jose ROMERO)

Pamela tocou o solo nesta quarta-feira (13) na costa do Pacífico mexicano como um furacão, mas rapidamente se degradou em uma tempestade tropical e causou chuvas torrenciais e ventos fortes que deixaram pequenos danos, como árvores e postes caídos, no estado de Sinaloa.

Às 12h00 GMT (09h00 no horário de Brasília), Pamela entrou no continente como furacão de categoria 1 na escala de Saffir-Simpson (até 5) a cerca de 65 quilômetros ao norte do porto de Mazatlan, com ventos sustentados de 120 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

À medida que avançava sobre a terra, o fenômeno perdia força até se degradar em uma tempestade tropical, com ventos sustentados de 100 km/h, disse o último relatório do NHC.

Às 15h00 GMT (12h00 no horário de Brasília), a tempestade tropical estava localizada a cerca de 140 km de Mazatlán e se movia para nordeste a 37 km/h, acrescentou o centro de Miami.

Sinaloa é o estado mexicano mais afetado pelo fenômeno, que também deixa fortes chuvas nas vizinhas Nayarit e Durango, de acordo com a Comissão Nacional de Águas do México.

-Danos menores-

No porto de Mazatlan, com cerca de 500 mil habitantes e a maior cidade da zona de impacto, a passagem do fenômeno deixou árvores e postes derrubados e ruas inundadas em alguns setores, confirmou a AFP.

A Proteção Civil de Sinaloa divulgou imagens de equipes de resgate ajudando a transferir moradores de áreas inundadas para abrigos.

Na terça-feira, 16 cidadãos americanos foram levados para abrigos depois de ficarem presos no aeroporto local devido ao cancelamento de seus voos pelas condições climáticas.

As autoridades pediram aos moradores das áreas rurais da zona de impacto que fossem para refúgios diante do risco de inundações.

Em Villa Unión, com cerca de 13.000 habitantes, 25 famílias que viviam em área de risco foram transferidas para abrigos, informaram as autoridades locais.

Na noite de terça, o governo de Sinaloa declarou quasee 10 municípios em alerta vermelho.

Muitos residentes dessas cidades foram aos supermercados para estocar água e alimentos não perecíveis. Aulas e outras atividades foram suspensas em áreas ameaçadas pelo fenômeno.

O México sofre regularmente com ciclones tropicais nas costas do Pacífico e do Atlântico.

Neste ano, o mais letal foi Grace, que atingiu o continente primeiro no Caribe e depois no estado de Veracruz (leste), deixando 11 mortos naquele estado e na vizinha Puebla.

O furacão Nora atingiu a costa no final de agosto no estado de Jalisco, no Pacífico, deixando um menor espanhol e uma mulher desaparecida.

Enquanto Olaf atingiu o continente em setembro como um furacão na península de Baja California, deixando pequenos danos materiais.

sem/dga/aa/ap

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