Pamella Holanda sobre DJ Ivis: 'tinha medo de ser desacreditada pelo fato dele ser conhecido'

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"A sensação que eu tenho é que não sou. Que não é minha vida. Eu não consigo assimilar que sou eu ali”, disse a arquiteta Pamella Gomes de Holanda, de 27 anos, ao assistir novamente as imagens das agressões do DJ Ivis, no programa ‘Encontro com Fátima’, na TV GLOBO, nesta terça-feira.

Durante a entrevista, Pamella contou que as câmeras de segurança foram instaladas na residência com a chegada da Mel, a filha do casal, que hoje tem nove meses. E que as agressões começaram quando ainda estava grávida.

- Eu tentava justificar que ele fazia aquilo por conta do temperamento dele – disse.

Ao ser questionada pela apresentadora quando resolveu denunciar o agressor, a arquiteta rebateu que “tinha medo de que fosse desacreditada pelo fato dele ser conhecido e ter influência”.

- A gente vive num país machista. Eu tinha medo pelo fato dele ser homem e eu mulher, e a gente quase não ter voz e espaço. A gente tem que gritar, esbravejar para ser ouvida. Eu pensei ‘eu tenho que provar que isso acontece. Se fosse só a minha palavra contra a dele eu teria que provar - esclareceu.

A mãe de Pamella é quem aparece nas imagens, próximo ao carrinho de bebê, durante tapas e puxões de Ivis. Ela pontuou que a bebê tinha pouco mais de um mês e que, na ocasião, foi agredida porque o produtor musical não queria que ela amamentasse por ter contraído Covid-19.

- Eu estava com Covid, isolada, e todos os médicos me aconselhavam a amamentar, isso foi em dezembro. E aí, saí do quarto para poder amamentar e ele não queria porque disse que eu ia passar Covid para a neném. É a minha mãe no vídeo e ela não esboça nenhuma reação por medo dele - explicou.

A arquiteta não quis comentar as declarações que o ex fez nas redes, no último domingo, alegando que "ele tentou justificar o injustificável fazendo com que as pessoas não acreditassem nela". E sobre o fim do relacionamento com o Dj, Pamella acrescentou que "não adiantava mais esforço nenhum em querer manter um casamento em que ele não fazia o mínimo, que é o respeito.” , pontuou.

- Ele não se arrependia, não demonstrava que se arrependia. Não dizia: 'vou melhorar, vou tentar melhorar, vai ser diferente'. Ele não falava", afirmou ela.

A Polícia Civil do Ceará afirmou que um inquérito foi instaurado para investigar uma ocorrência de lesão corporal no âmbito de violência doméstica registrado, no último dia 3 de julho, no município de Eusébio. Em nota, o órgão esclareceu ainda que as agressões ocorreram no dia 1º, porém a vítima só registrou o caso no dia 3, não sendo possível a configuração do flagrante. Desde o dia da ocorrência, a polícia solicitou ao Poder Judiciário medidas protetivas de urgência em favor da vítima.

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