Pandemia acelera 'fuga de cérebros' e país exporta talentos

Cassia Almeida
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Acervo pessoal

RIO - A pandemia acentuou a saída de trabalhadores qualificados do país. Profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) têm sido disputados a peso de ouro, deixando o Brasil com poucas chances de competir com os salários oferecidos na Europa, nos EUA e no Canadá.

Esse movimento teve início antes da crise do coronavírus, mas ganhou força durante a pandemia. Com a expansão do modelo de home office, empresas estrangeiras já contratam profissionais para trabalhar de casa, no Brasil. Com o real desvalorizado, os salários ficam ainda mais atraentes na comparação com o mercado local.

A área de Tecnologia da Informação e Comunicação vai precisar contratar 70 mil pessoas por ano até 2024 para dar conta da demanda. E a avaliação do setor é que haverá um déficit crescente nesta área. Para o país, a saída dos mais qualificados impacta a produtividade e a capacidade de inovação.

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