Pandemia aumentou fragilidade óssea: veja dicas para fortalecimento muscular

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RIO — O ser humano não foi feito para ficar parado. Mas a pandemia — e a demanda por isolamento social — não têm nos deixado nos movimentar muito. Esse sedentarismo compulsório acaba por fragilizar a nossa massa óssea. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria, a falta de prática de exercícios físicos tem relação com o desenvolvimento da osteoporose. Isso porque ossos e músculos estão intimamente relacionados: os segundos estimulam e protegem os primeiros.

A fisioterapeuta Erika Velasco, que tem um estúdio de pilates e reabilitação em Copacabana, destaca que "o nosso corpo não foi feito para ficar parado". E dá dicas de exercícios simples e eficazes que podem ser feitos em casa.

— O ideal é darmos mil passos por dia. Sugiro marcar no relógio e andar de frente, de costas, de lado, da sala para a cozinha, do banheiro para o quarto, sem parar, por uma hora. E também ficar na ponta do pé e voltar ao chão por 30 vezes. Outra sugestão é jogar um pano no chão e pegar com os dedos dos pés por dez vezes com cada perna, para estimular o retorno venoso. A panturrilha é considerada o nosso grande coração — explica Erika.

Ela frisa que o cuidado deve ser ainda maior com idosos:

— No idoso, as válvulas do coração são mais abertas do que o normal. Os sistemas muscular e ligamentar enfraquecem.

A aposentada Angela Maria Fradette, de 69 anos, tinha uma osteopenia que, na pandemia, sem sair de casa, acabou evoluindo para osteoporose. Mas ela conta que está se sentindo bem graças a Erika, com quem vem fazendo aulas semanalmente.

— Os exercícios me dão mais vigor. Cozinho, limpo, lavo, passo. A osteoporose é uma doença silenciosa, que enfraquece os ossos, pode causar dores. Mas não estou sentindo nada — conta Angela Maria.

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