‘A pandemia custou eleitores a Bolsonaro’, diz cientista político em entrevista

João Paulo Saconi
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Foto: Mauro Pimentel/Folhapress
Foto: Mauro Pimentel/Folhapress

Há nove meses, desde que a Covid-19 se transformou em uma tragédia diária na vida dos brasileiros, o cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getulio Vargas (FGV), tem conduzido uma pesquisa acadêmica para observar como eleitores de diferentes espectros políticos pensam a respeito de temas políticos e sociais. Com mais de 20 mil respostas colhidas até agora, o estudo ainda em curso indica que a pandemia foi uma “bomba atômica” para a polarização ideológica que guiou o país nos últimos anos. Os motivos foram abordados na entrevista abaixo.

A pandemia transformou o pensamento do brasileiro?

Sim. Um dos nossos principais achados, em três rodadas de perguntas ao longo do ano, foi o rompimento com o presidente de pessoas que, mesmo sem serem próximas à base dele, optaram por não votar no PT em 2018. A pandemia custou eleitores a Bolsonaro, por causa da forma como ele a tratou. É o que o estudo sugere, ainda que 2022 esteja longe e o cenário possa mudar.

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