Pandemia deixa legado de superbactérias resistentes a medicamentos

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Comissões que analisam a presença de infecção hospitalar e orientam equipes médicas sobre o uso de medicamentos já identificaram cepas resistentes aos antibióticos de ponta usados no Brasil.

Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília

A luta contra um inimigo pouco conhecido e potencialmente letal levou equipes médicas mundo afora a usar um arsenal de antibióticos contra a Covid-19. O resultado dessa corrida meio no escuro para salvar vidas gerou um desafio para além da pandemia: o surgimento de novas gerações de superbactérias, resistentes aos remédios conhecidos.

Mesmo que o alvo dos antibióticos não seja um vírus, mas sim as bactérias, essas drogas foram usadas no começo da pandemia perante o grande número de pessoas que chegavam aos hospitais à beira da morte. Com o tempo, apesar das informações adquiridas sobre o coronavírus, os antibióticos continuaram a ser prescritos. Ainda hoje, esses medicamentos estão na linha de frente do combate à doença, porque muitos pacientes desenvolvem, como consequência da Covid-19, infecções pulmonares bacterianas. Essas patologias secundárias levaram muitos pacientes internados à morte. Com o surgimento da variante delta, o tempo de hospitalização aumentou, e o uso dos remédios se estendeu por períodos ainda mais longos, favorecendo o aparecimento de cepas que conseguem escapar à atuação dos medicamentos.

O ideal, segundo o especialista, seria recolher secreções do paciente e usar o antibiótico específico para cada caso. Mas quando o sistema está sobrecarregado, dificilmente o resultado desses exames fica pronto no tempo esperado para aplicação no paciente que está nos hospitais.

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