Pandemia deixou cerca de 1,1 milhão de órfãos no mundo, mostra estudo

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Pesquisadores sugerem apoio econômico e psicossocial para crianças que perderam responsáveis em função da pandemia de covid-19 (Foto: Getty Images)
  • Pandemia de covid-19 deixou 1,1 milhão de crianças órfãs, segundo estudo publicado na revista The Lancet

  • Pesquisadores estimam que 1,5 milhão de crianças perderam cuidadores de primeiro ou segundo grau

  • Estudo aponta necessidade de ações governamentais para ajudas essas crianças economicamente e dar também auxílio psicossocial

Um estudo publicado na revista científica The Lancet estima que a pandemia de covid-19 tenha deixado cerca de 1,1 milhão de crianças órfãs em todo o mundo entre março de 2020 e abril de 2021.

A estimativa dos pesquisadores é que 1.134.000 de crianças tenham perdido algum responsável de primeiro grau, como um dos pais ou, pelo menos, um avô que tinha a custódia do jovem. No total, 1,5 milhão de crianças perderam algum cuidador de primeiro ou segundo grau.

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“A pandemia de covid-19 focou em prevenção detenção e resposta. Mas, além da mortalidade, a pandemia tem efeitos secundários, como crianças órfãs ou que perderam seus responsáveis legais”, afirmam os autores da pesquisa, publicada na revista The Lancet na última terça-feira (20).

“Crianças nessa situação enfrentam consequências adversas, como pobreza, abuso e institucionalização. Nós mostramos a magnitude estimada desse problema gerado pela covid-19 e descrevemos a necessidade de realocação de recursos”, pontual.

Segundo o estudo, o número de crianças órfãs em decorrência da covid-19 é mais alto do que o número de mortes de pessoas entre 15 e 50 anos pela doença. O levantamento ainda aponta que houve uma perda maior de pais do que de mães.

“Orfandade e morte de cuidadores são um resultado escondido da pandemia de covid-19. Acelerar a vacinação é essencial para a prevenção”, apontam os pesquisadores. Eles acreditam que é essencial que o estado dê apoio econômico e psicossocial para as famílias que passam por essa situação.

O levantamento considerou cuidadores de primeiro grau pais ou avós com custódia legal das crianças. Pessoas que moram na mesma casa ou avós idosos foram considerados cuidadores de segundo grau.

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