Pandemia faz Toyota, Renault e Volks Caminhões paralisarem produção de veículos

João Sorima Neto
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Mais três montadoras engrossaram a lista das que vão suspender temporariamente a produção por conta do avanço da pandemia de Covid-19. Renault, Toyota e a Volkswagen Caminhões divulgaram a decisão em comunicados nesta quinta-feira. Já haviam anunciado a decisão a Volkswagen veículos, Scania, Volvo, Mercedes Benz e Nissan, totalizando oito fabricantes de veículos.

Na Toyota, a produção será interrompida a partir de segunda-feira, dia 29, nas quatro unidades localizadas nas cidades de São Bernardo do Campo, Indaiatuba, Sorocaba e Porto Feliz, todas em São Paulo.

"A Toyota do Brasil informa que tomou a decisão, em conjunto com os sindicatos locais, de suspender sua produção a partir da próxima segunda-feira, dia 29 de março. A medida tem como objetivo contribuir com a redução de circulação de pessoas no momento mais crítico da pandemia no país, além de atender a antecipação de feriados por parte de autoridades em algumas dessas regiões", diz a nota da montadora.

As plantas de São Bernardo do Campo, Sorocaba e Porto Feliz têm retorno previsto para o dia 5 de abril, enquanto a unidade de Indaiatuba retornará no dia 6 de abril.

A Toyota do Brasil tem 5.600 colaboradores no país e continuará avaliando a situação da pandemia, seguindo as orientações das autoridades locais.

Já a Volkswagen Caminhões e Ônibus informou que vai interromper a produção na fábrica de Resende, no Rio de Janeiro, entre 29 de março e 4 de abril. Tanto para conter o avanço da pandemia, quanto pelo desabastecimento de peças, informou a empresa em nota.

"Desde a retomada de suas atividades após a primeira onda da pandemia em 2020, a montadora adotou rigorosos protocolos que obedecem a todas as normas sanitárias para proteger seus colaboradores e familiares", informou a empresa.

Na Renault, a produção em São José dos Pinhais, no Paraná, será suspensa entre os dias 29 de março e durará nove dias, contando com os feriados de Páscoa. O retorno está programado para o dia 5 de abril. A paralisação foi negociada com o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e os dias não trabalhados serão compensados. Nas fábricas serão mantidas apenas atividades essenciais. Os funcionários das áreas administrativas seguem em home office.