Pandemia mudará a forma de votar nas eleições de fevereiro no Equador

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Membros do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador durante o segundo turno das eleições de 2017, em Quito, em 18 de abril de 2017

A pandemia do coronavírus vai modificar a forma de votar nas eleições de 7 de fevereiro no Equador, nas quais o eleitor deve evitar as multidões, principal vetor de contágio, informou nesta terça-feira (12) o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

No protocolo para evitar a disseminação da covid-19, a entidade decidiu fazer os eleitores irem às urnas em grupos de acordo com o último dígito de sua carteira de identidade: par nas primeiras cinco horas do dia e ímpar nas últimas cinco horas.

Também ordenou aos eleitores que se desloquem desacompanhados aos locais de votação e portem sua própria caneta para marcar nas cédulas em que escolherão o sucessor do presidente Lenín Moreno e os 137 membros da Assembleia Nacional, que tomarão posse em maio.

O Equador, com 17,4 milhões de habitantes e um dos primeiros focos da pandemia na América Latina, registra 222.567 casos (1.270 por 100.000 pessoas) e 14.196 mortes por covid-19.

Diante da pandemia, a CNE autorizou para a campanha eleitoral, que começou no dia 31 de dezembro e vai até 4 de fevereiro, a realização de caminhadas e caravanas, sendo proibidos os comícios.

As caminhadas de candidatos e apoiadores devem ser feitas em calçadas com no máximo 200 pessoas e em caravanas com até 50 veículos nas cidades com maior número de eleitores.

Cerca de 13,1 milhões de pessoas são chamadas para eleger o sucessor de Moreno, cujo mandato de quatro anos termina em 24 de maio.

Um grupo de 16 candidatos está concorrendo ao cargo e inclui Andrés Arauz, o escolhido do ex-governante socialista Rafael Correa (2007-2017), o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso e o líder indígena de esquerda Yaku Pérez, favoritos segundo pesquisas.

SP/lda/ap