Pantera Negra: Advogada leva 400 adolescentes da periferia ao cinema em Belo Horizonte

Pantera Negra: Advogada leva 400 adolescentes da periferia ao cinema em Belo Horizonte

Com a notícia do lançamento de Pantera Negra: Wakanda para sempre”, a advogada Luísa Helena, de 24 anos, imaginou uma sala de cinema em Belo Horizonte cheia de jovens negros. Ao lado de amigos e voluntários, ela criou uma vaquinha e divulgou nas redes sociais com um objetivo: levar gratuitamente 100 adolescentes para ver o filme com direito a alimentação e transporte.

A repercussão gerada pelo projeto, chamado “Wakanda é nois”, fez não só com que a ideia se tornasse uma realidade, mas que também fosse ampliada: o valor arrecadado por eles fará com que, agora, 400 alunos de cinco escolas públicas e projetos sociais da periferia sejam levados para uma sessão de cinema no shopping, que ocorrerá na próxima segunda-feira.

— Nosso objetivo é levar diversão para as crianças. Este é um filme extremamente representativo, de protagonismo negro e indígena. Todos os organizadores estão muito animados, vamos promover um evento extremamente confortável e alegre para eles — disse Luísa ao GLOBO.

Sucesso de público e bilheteria, o primeiro “Pantera Negra” foi um marco para a representatividade e o empoderamento. Lançado em 2018, o filme gerou um fenômeno à época: o encontro de pessoas pretas que se reuniam para assistir ao longa lado a lado. Agora, a situação se repete, desta vez com jovens a partir de 14 anos, que também receberão o suporte jurídico do projeto social.

— O filme é ideal para isso, porque não traz uma representatividade vazia. Traz o protagonismo e mostra pessoas pretas não apenas com a vertente do sofrimento. Wakanda é um lugar preto para pessoas pretas, onde elas se sentem seguras e se veem como reis e rainhas. Agora, estamos programando uma equipe jurídica para escutar esses adolescentes também — destacou Luísa.