'As panteras': crítica

Mario Abbade

Nos anos 1970, com inveja do sucesso dos seriados “As panteras”, “Mulher-Maravilha” e “Um é pouco, dois é bom e três é demais”, da ABC, o executivo da NBC Paul Klein rotulou essas séries como “jiggle TV” (de “sacudir”), ou seja, ele queria se referir a atrizes com roupas íntimas ou outras peças de vestuário soltas, de maneira que seus seios ou suas nádegas pudessem ser vistos se movendo.

Mas, nos seriados com atores da época, também havia essa exploração do corpo masculino, entre imagens de tórax, braços e pernas desnudos. Preocupados com que outras atitudes oportunistas pudessem surgir novamente, os realizadores do novo filme das Panteras escalaram a atriz Elizabeth Banks para a direção, em seu segundo longa nessa função.

Nada mudou, a produção continua sendo uma diversão leve com cenas de ação protagonizadas por mulheres jovens, e Banks toda vez que pode realça o corpo delas. Além do combate a pretensões de tentar cobrir ou impor limites ao corpo das mulheres, o que fica é que talento deve prevalecer sobre escolhas segundo gênero, raça ou credo.