Paola conta por que jurados esculacham participantes no MasterChef

Luiza Belloni

Uma das marcas registradas do programa MasterChef Brasil é, sem dúvida, a crítica dura e objetiva dos jurados Paola Carosella, Henrique Fogaça e Erick Jacquin aos participantes que competem sob pressão para conquistar o disputado troféu MasterChef. 

Os gritos, as broncas e esporádicas humilhações, vira e mexe, se tornam queixa dos telespectadores, que dizem que o comportamento dos chefs é grosseiro. Mas os chefs que comandam o programa discordam. 

Durante a entrevista coletiva de estreia do MasterChef - A Revanche, que será transmitido na próxima terça-feira (15) na Band, Paola, Fogaça e Jacquin afirmaram que ser duro com cozinheiros é algo natural na profissão e que eles nunca se arrependeram de uma crítica ou decisão tomada no programa. 

“O público prefere muito mais o personagem [participante] do que a gente, então acha que não é legal, mas é a comida. A gente não tem preferência, a minha consciência está tranquila. Se eu disse que é ruim [o prato apresentado], é porque é ruim e ponto final. Nunca me arrependi”, disse Erick Jacquin aos jornalistas. 

Questionados sobre como criticar sem desestimular os participantes, os três jurados foram diretos: isso não existe no mundo da gastronomia. “Vou dizer para você que a vida é feita de trancos e barrancos e ao participante que errou. O cara fez errado, vou ser objetivo, não vou ficar de firula para ele não se sentir ofendido”, explicou Fogaça. “A vida é porrada, mano.”

Já Paola explicou que eles não perdoam erros porque a profissão é assim. “Nosso serviço é pauleira. Nossa profissão é uma religião, e acho que uma das coisas que o MasterChef trouxe e que ainda não se entende muito é que ele traz em diferentes espaços e em diferentes momentos tudo o que acontece no mundo da gastronomia. Eles estão cozinhando lá com tempo, tem que sair agora, a comida tem que ser para agora. Representa muito como é em uma cozinha”, disse. E acrescentou:

“Desde que...

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