Paolla Oliveira e Diogo Nogueira posam em ensaio exclusivo para o Dia dos Namorados e falam sobre ciúme, casamento e política

No sofá, Paolla Oliveira pede ao fotógrafo esperar antes de clicar, e posiciona a cabeça do namorado, Diogo Nogueira. “Me beija de leve, não pode ser beijão”, orienta. No salão de festas, a atriz tira o cantor para dançar em câmera lenta. “É uma cena”, justifica. Na cama, avisa que ele precisa ficar deitado: “Não largadão”. Durante as três horas da sessão de fotos, Paolla carinhosamente dirige Diogo. “Eu falo mesmo. Conheço a figura. E quero vê-lo melhor do que já é, não vou deixar sair atochado na foto”, diz. “É uma questão de confiança. Quando estou em cima de um palco e ele fala: ‘Não vai para lá’, eu não vou. Aqui, como manjo mais desse métier, falo ‘faz assim’. A gente não discute. A gente confia”.

É a primeira capa de revista protagonizada por Paolla e Diogo, ambos se jogaram no mood proposto pela equipe de ELA: a história de um casal que está curtindo um baile e, mais ainda, o after party, com direito a café da manhã na cama e corridinha — com os dois envoltos em edredons — nos corredores do Copacabana Palace. “Eu me diverti em todas as cenas! Fiz poucos ensaios assim, então fico vendo como ela se movimenta para tentar chegar próximo. Não sou modelo”, diz Diogo. “Começamos super arrumados, com roupas de festa, e acabamos no chuveiro”, diz Paolla. “Como terminam as festas”, emenda Diogo. “E começam as boas coisas...”, gargalha ela.

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Em uma hora de entrevista concedida aos pés da cama king size da suíte, em uma rara terça-feira de folga do casal — a atriz está em ritmo frenético de gravações como protagonista da novela “Cara e coragem”, e o cantor em turnê com o novo disco, “Deu samba” —, Paolla e Diogo refletiram sobre amor, confiança, ciúme, cultura, política e revelaram o desejo de celebrar a união em uma festa de casamento e os planos de terem filhos. Confira os melhores trechos a seguir.

O GLOBO — Vocês estão juntos há um ano, Mas parece mais tempo... também têm essa impressão?

PAOLLA: Menina, não somos bons com data, mas é verdade, um ano! Essa é uma capa de aniversário (risos). Mas, sim, parece que tem mais tempo... Acho que porque é a primeira vez que eu tenho um relacionamento mais público. Mas como esconder essa figura embaixo da cama?

DIOGO: Sem dúvida. A gente não ia conseguir se esconder...

PAOLLA: Não foi uma opção. Somos duas pessoas públicas, a maneira de a gente se encontrar é eu estar num show dele ou ele num evento meu. Então, ficou mais aparente, até virou meme!

O que acham se serem considerados os namoradinhos do Brasil?

PAOLLA: Dá certo por que somamos. Outro dia, uma pessoa me perguntou: ‘O Diogo aprovou sua roupa?’. Oi? Como assim? Somos um casal que soma. Estou aqui puta da vida porque amanhã ele vai para Maceió, mas no fundo estou feliz por ele. Aí trocamos mensagens, falamos por vídeo. Esse moço viaja muito... Fui tentar pegar um fim de semana dele, e só consegui um dia no meio de agosto!

DIOGO: Saudade é amor! E estou feliz por ela estar fazendo novela. Sou noveleiro! Não sei como vou reagir às cenas de beijo. Pode ser que dê aquela irritaçãozinha e que eu prefira levantar do sofá para pegar um copo d’água...(risos).

PAOLLA: Os dois estarem realizados profissionalmente é uma premissa importantíssima. Quando só um está feliz, não dura muito. Tudo isso parece muito clichê... Principalmente em tempos de casais modernos, trisais... Mas nós somos um casal simples, que fala coisas normais. Parceria, admiração e afeto soam como palavras fora de moda?

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Vocês são igualmente desejados. Como lidam com o ciúme e o assédio?

PAOLLA: Começa essa, Diogo, eu falo demais... (risos) Não existe nada mais importante do que confiança. Quando a confiança se quebra, não tem jeito. Ele vai para o show, e eu sacaneio: ‘vê lá, hein, quem vai estar na primeira fila? Quero vídeos!’. Não podemos perder o bom humor.

DIOGO: A confiança é a única coisa que pode sustentar um relacionamento. Dividir meus dias com a mulher que eu e o Brasil achamos especial e linda não pode ser um peso nem um problema. Acho maravilhoso.

PAOLLA: Não podemos perder esse frescor. Ciúmes, acho péssimo, nem gosto da palavra. Mas essa empolgação é muito legal.

Em três meses de namoro, Diogo fez “Flor de caña” para Paolla. Virou música obrigatória nos shows?

DIOGO: Total. E eu sempre falo um textinho antes. Afinal, o amor é a única coisa que pode resolver uma guerra, uma crise política. E conto que todos os dias de manhã acordo, olho para essa mulher e canto “a mais bonita é ela” (cantarolando). Mas sugiro que as mulheres também cantem para quem elas quiserem. E vira uma grande festa.

Vocês estão casados? Moram juntos?

Paolla: O que é casamento para você? Eu me considero casada. Ficamos ora na minha casa, ora na dele. Dividimos a vida. Meu pai gostaria até que eu fosse mais careta...

DIOGO: Eu também me considero casado. Fui o primeiro a falar.

Pensam em fazer uma festa para celebrar?

PAOLLA: Festa, sim! Festa a gente gosta! Pensamos em um casamento junino. A gente é mais dessa vibe! E celebrar a gente celebra todo dia. Todo dia, a gente faz um brinde. Pode ser com champanhe ou com café... Quem sabe ano que vem eu consiga travar a agenda do Diogo para casar? A vontade existe.

Planejam ter filhos?

PAOLLA: Diogo tem experiência e Davi (de 16 anos, filho do primeiro casamento do cantor com Milena Nogueira) convive muito com a gente.

DIOGO: Ela é uma mãezona. Não dá nem para chamar de madrasta. Na verdade, me ajuda muito com ele.

PAOLLA: Meus pais ainda não têm netos. Já falei que meu irmão vai dar primeiro... Mas também daremos, sinto essa vibração em volta de mim.

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Como vocês falam com Davi sobre questões de gênero e uso de drogas?

DIOGO: Tudo tem de ser falado. O pai que não fala sobre uso de drogas com um filho adolescente é um louco.

PAOLLA: Não existe assunto tabu. O Davi é um adolescente cheio de opinião. Uma coisa importante a se falar com ele é como os homens devem tratar as mulheres, defendemos a equidade de gênero. Bem diferente de como foi lá em casa, enquanto eu via meus irmãos sendo criados de um jeito e eu de outro.

Incentivaram o Davi a tirar título de eleitor para votar pela primeira vez neste ano?

DIOGO: Claro, eu e Paolla fizemos campanha no Twitter para todos os jovens tirarem o título de eleitor. E ele foi o primeiro.

PAOLLA: Por mais que a gente esteja vivendo uma situação caótica, que parece não ter solução, dá uma esperança ver um menino tão esclarecido aos 16 anos.

O que vocês acham da pressão para os artistas se posicionarem politicamente?

DIOGO: É uma decisão nossa, não podem querer decidir nossa vida politicamente.

PAOLLA: Mas uma coisa é fato, esse senhor que está no poder nos isentou do um direito que era irrevogável, o silêncio. Não podemos mais ficar em silêncio. Quem fica calado, consente. E não podemos mais consentir com essa coisa retrógrada, que não olha para frente.

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Em quem vão votar?

PAOLLA: Estamos à mercê de quem está disponível para votarmos. Mas uma coisa sabemos: do jeito que está, não dá para continuar.

DIOGO: Ele não. Mesmo.

Vocês trabalham muito para as classe C e D. Dão pouca pinta em eventos de luxo e em em primeira fila de desfiles. É estratégico ou natural?

DIOGO: É a nossa essência. A gente gosta de ir para lugares bem simples. Se pudermos ir de sunga e de biquíni para sentar no botequim e conversar com as pessoas, está ótimo.

PAOLLA: O samba, para o Diogo, é uma tradição familiar. Estou falando dele porque acabo falando de mim. Fiz teatro, cinema, séries importantes, mas meu grande palco sempre foi a TV. Fico orgulhosa de falar com o popular. Mas não podemos ser colocados dentro de uma única gaveta. Luto contra rótulos desde sempre. Acredito em expandir, e não em segmentar. Nossas carreiras transitam entre o popular e o erudito. É bonito esse lugar abrangente onde eu e o Diogo nos encontramos. Temos mérito.

DIOGO: Vamos de A a Z.

É o primeiro Dia dos Namorados. Quais os planos?

PAOLLA: Vou atrás dele em algum show para ver se conseguimos lanchar na beira do palco.

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