Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino grosso

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ROMA — Aos 84 anos, o Papa Francisco foi internado na Policlínica Gemelli, na capital italiana, neste domingo, para realizar uma cirurgia no intestino grosso. A informação foi divulgada pelo Vaticano, que não detalhou se o procedimento ocorreria ainda hoje.

A operação já estava agendada, segundo a Santa Sé, e busca corrigir um "estreitamento intestinal (estenose) diverticular sintomática do cólon", segundo o comunicado. Ela será realizada por laparoscopia, de modo que o procedimento não seja invasivo. O médico Sergio Alfieri será o responsável pela condução da operação e, ao final, um boletim será divulgado, informou ainda o Vaticano.

A Policlínica Gemelli tradicionalmente recebe os chefes da Igreja Católica quando precisam de tratamento e uma parte do seu 10º andar é reservada a eles.

O cirurgião do aparelho digestivo Juliano Barra, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília (DF), disse ao site G1 que um dos principais sintomas do estreitamento do intestino, que é comum entre idosos, são as dores ao evacuar. A cirurgia consiste em retirar a parte do órgão que sofre com a estenose e juntar as duas pontas que ficaram soltas, explicou Barra. Com isso, acrescentou, o problema é sanado.

— Como o Papa é um paciente idoso, há um certo grau de risco. Mas é uma cirurgia que faz parte do dia a dia de qualquer hospital. Não é nada de outro mundo — disse o médico ao G1.

Três horas antes do comunicado do Vaticano, o Pontífice participou da tradicional cerimônia do Angelus que acontece aos domingos na Praça de São Pedro, na qual reza com o público da sacada do Palácio Apostólico. Na ocasião, ele informou que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia.

— Estou feliz em anunciar que de 12 a 15 de setembro, se Deus quiser, irei à Eslováquia para uma visita pastoral — disse, sem informar que realizaria uma cirurgia.

Francisco especificou que em 12 de setembro celebrará a missa de encerramento do 52º Congresso Eucarístico Internacional em Budapeste, na Hungria.

Durante a reza, Francisco falou da necessidade de superar o "conforto do hábito" e "a ditadura dos preconceitos", que são "um risco que todos nós corremos".

— Pensamos que sabemos muito de uma pessoa, a etiquetamos e a fechamos em nossos prejuízos — disse.

Embora o Papa Francisco não tenha tirado férias há muito tempo, assim como não o fez durante o período em que era arcebispo na Argentina, ele costuma reduzir consideravelmente sua agenda em julho, mês de férias no Hemisfério Norte, quando dificilmente tem eventos públicos e suspende grande parte de seus compromissos semanais fixos.

O Papa retirou parte de um dos pulmões na juventude, mas raramente precisou cancelar compromissos ao longo dos oito anos de pontificado por causa de problemas de saúde. No final do ano passado, ele não participou das missas de 31 de dezembro à noite e de 1º de janeiro pela manhã devido a uma dor no nervo ciático. Em março de 2020, ele cancelou sua participação em exercícios espirituais em um convento na periferia de Roma após contrair um resfriado forte.

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