Papa Francisco pede que pais ‘não condenem’ filhos por conta da orientação sexual

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Papa Francisco pede que pais ‘não condenem’ filhos por conta da orientação sexual
Papa Francisco pede que pais ‘não condenem’ filhos por conta da orientação sexual (Foto: FILIPPO MONTEFORTE/AFP via Getty Images)
  • Papa Francisco pede que pais ‘não condenem’ filhos por conta da orientação sexual

  • Declaração foi feita nesta quarta-feira (26)

  • Esta não é a primeira vez que Francisco defende a comunidade LGBTQIA+

O Papa Franscisco afirmou, nesta quarta-feira (26), que os pais não devem condenar seus filhos por conta da orientação sexual. Durante Audiência Geral, o pontífice abordou alguns temas, entre eles o comportamento dos pais diante dos problemas dos filhos.

“Pais que veem orientações sexuais diferentes nos filhos, como lidar com isso e acompanhar os filhos e não se esconder no comportamento de condenação”, declarou Francisco.

E continuou: “(…) Pensemos em como ajudá-los. A esses pais eu digo que não se espantem. Há muita dor, muita, mas pensem no Senhor, pensem em como José resolveu os problemas e peçam a José que os ajude. Nunca condenar um filho”, finalizou ele.

Esta não é a primeira vez que o papa Francisco defende a comunidade LGBTQIA+, mesmo com as regras duras impostas pela Igreja.

Em outubro do ano passado, ele defendeu que homossexuais precisam ser protegidos por leis de união civil.

A declaração foi feita no documentário Francesco e se trata da forma mais clara que Francisco já usou para falar sobre direitos dos LBGTQIA+.

“As pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso", disse ele em trecho do filme.

No filme, além dos direitos dos LGBTQIA+, sigla que indica lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgêneros e travestis, queers, intersexuais e outras formas de orientação sexual, Francisco discorre sobre temas com os quais também se importa, como o ambiente, pobreza, migração, desigualdade racial e de renda e pessoas mais afetadas por discriminação.

O Papa Francisco já demonstrou ter interesse em dialogar com católicos que se encaixam na sigla. No entanto, suas suas mensagens são a respeito de acolher esses fiéis. Há interpretações que sugerem uma opinião favorável à união civil.

Dessa vez, porém, as falas de Francisco são claras no filme. “O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados. Eu defendi isso", concluiu.

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