Papa incentiva latino-americanos a enfrentarem a pandemia "com alma"

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O papa Francisco durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro em 13 de setembro de 2020
O papa Francisco durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro em 13 de setembro de 2020

O papa Francisco convidou os latino-americanos e seus líderes a enfrentarem o desafio colocado pela pandemia do coronavírus para a América Latina, duramente atingida pela pobreza, injustiça e o vírus, em uma mensagem de vídeo divulgada nesta quinta-feira(19).

"A profundidade da crise requer proporcionalmente uma grandeza da classe política-dirigente, capaz de elevar o olhar e guiar e orientar as legítimas diferenças na busca de soluções aplicáveis para os nossos povos", disse o argentino.

A mensagem em vídeo foi enviada por ocasião do seminário virtual "América Latina: a Igreja, o Papa Francisco e os cenários da pandemia", organizado pela Comissão Pontifícia para a América Latina e o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) com o objetivo de analisar as consequências da pandemia e as linhas de ação e ajuda dos católicos.

"A pandemia nos mostrou o melhor e o pior dos nossos povos e o melhor e o pior de cada pessoa. Agora, mais do que nunca, é necessário retomar a consciência da nossa pertença comum. O vírus nos lembra que o melhor modo de cuidar de nós é cuidar de quem está ao nosso lado", alertou o pontífice.

Diante dos participantes, entre eles Dom Miguel Cabrejos Vidarte, presidente do CELAM, Alicia Bárcena, secretária executiva da CEPAL e Carlos Afonso Nobre, Prêmio Nobel da Paz 2007, o Papa lembrou "as desigualdades e a discriminação" que reinam na região.

"A pandemia de covid ampliou e evidenciou os problemas socioeconômicos e as injustiças que já afetavam gravemente toda a América Latina e os mais pobres. Diante das desigualdades e da discriminação, que aumentam o abismo social, acrescentam-se as difíceis condições em que se encontram os doentes e muitas famílias que passam por momentos de incerteza", resumiu.

O santo padre convidou os políticos a não usarem a pandemia como "instrumento eleitoral" ou "desprestígio do outro, que só alcança destruir a possibilidade de se chegar a acordos que ajudem a aliviar os efeitos da pandemia em nossas comunidades, principalmente aos mais excluídos", disse ele.

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