Jean-Marie Le Pen é condenado definitivamente por relativizar câmaras de gás

Paris, 27 mar (EFE).- A Corte de Cassação da França respaldou nesta terça-feira a condenação ao fundador do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN), Jean-Marie Le Pen, por suas afirmações em abril de 2015 de que as câmaras de gás do regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial eram um mero "detalhe" da história.

A Corte de Cassação, que era a última instância à qual Le Pen podia recorrer, confirmou o veredito emitido em março de 2017 por um tribunal de apelação, que ditou 30 mil euros de multa após considerar provado que houve delito por colocar em xeque um crime contra a humanidade.

As declarações polêmicas sobre as câmaras de gás no Holocausto precipitaram a ruptura entre Jean-Marie e sua filha e sucessora no partido, Marine Le Pen, que conseguiu definitivamente remover o pai da presidência de honra em março.

Le Pen, que tem 89 anos, foi condenado pela Justiça em várias ocasiões por declarações racistas e de conteúdo antissemita.

Entre outras sentenças, destaca-se uma de 2013 que impôs uma multa de 10 mil euros depois que o veterano político afirmou que a ocupação nazista da França não tinha sido "especialmente desumana".

Em 2017, Le Pen também foi multado pela Justiça em 5 mil euros por ter considerado em 2013 que a presença de ciganos em uma cidade pode produzir urticária e mal cheiro. EFE