Papai Noel pede por emprego no Rio de Janeiro: “Tire uma foto e me ajude”

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Luiz ficou desempregado durante a pandemia (Luiza Moraes Agência O GLOBO)
Luiz ficou desempregado durante a pandemia (Luiza Moraes Agência O GLOBO)
  • Luiz percorre os bairros da zona sul do RJ trajado com vestes natalinas

  • Há mais de um ano o ex-vendedor procura por recolocação no mercado de trabalho

  • Chamando atenção com a fantasia inusitada, chega a arrecadar de R$150 a R$ 250

Nem o Papai Noel escapou do desemprego no Brasil. O 'bom velhinho' tirou o pó do tradicional traje vermelho e vaga pelas ruas no Rio de Janeiro com uma plaquinha pendurada no pescoço. Saindo do bairro do Santo Cristo, no centro, o ícone natalino percorre os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon durante 12 horas por dia pedindo por um emprego.

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Caracterizado pelo técnico em contabilidade Luís Claudio Vasconcellos, de 50 anos, o 'Papai Noel do Leblon' procura por um emprego formal há mais de um ano. Ele faz parte dos mais de 1,6 milhões de desempregados que vivem no estado do Rio.

Assim como outros brasileiros, Luiz perdeu o emprego durante a pandemia. No período sem trabalho fixo, fez bicos e trabalhou como camelô na zona sul. Com o fechamento do comércio na cidade, o ex-vendedor passou mais uma vez por um aperto financeiro.

"Veio um desespero na cabeça. Vejo meu filho de 7 anos toda semana, mas não tinha nem o dinheiro da passagem para visitá-lo. Fiquei dois meses sem conseguir ir lá. Como antes da pandemia, no mês de dezembro, eu conciliava o emprego com um bico de Papai Noel num supermercado, decidi vestir a roupa que ainda guardava comigo e sair às ruas", conta Luís em entrevista ao portal Ig.

Além da fantasia, também carrega uma placa com os dizerem “Tire uma foto e me ajude”. Junto ao pedido, Luiz informa o tempo sem emprego e conta sobre o filho. Durante a caminhada da Glória até o Leblon, consegue arrecadar entre R$ 150 e $ 250.

Apesar de ter recebido promessas de trabalho, nenhuma das juras resultou propriamente em um emprego. Ao contrário do que procura, já chegou a receber cantadas, mas a sua preocupação é com o sustento da família. Até conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, Luiz continuará vivendo o Natal dia após dia pelas ruas do Leblon.

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