Papel da ciência no mundo contemporâneo é tema de redação da Fuvest

MATHEUS MOREIRA
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 25.11.2018 - Primeira fase da Fuvest na Uninove da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Neste domingo (5), candidatos que concorrem a vagas na USP (Universidade de São Paulo) fizeram a segunda fase da Fuvest, um dos vestibulares mais tradicionais do país. Foram aplicadas neste domingo prova de português e a redação, cujo tema foi o papel da ciência no mundo contemporâneo. 

O material de apoio para a redação incluiu uma música de Gilberto Gil, o texto "Usando a ciência para negar a ciência", de Alicia Kowaltowski, colunista do Nexo Jornal, e "O papel da ciência na sociedade", do físico Oscar Sala, segundo Fernando do Espiritu Santo, coordenador do cursinho Poliedro, que fez a prova. 

"A proposta da redação era discutir questões como a evolução da ciência em comparação com a forma como as pessoas se afastaram dela, por exemplo. Não foi um tema difícil, se considerarmos a realidade dos candidatos. Bastava atenção para não fugir do tema proposto", diz. 

Já nas questões dissertativas de português, quatro das dez questões abordaram conteúdo das leituras obrigatórias. Para Santo, os candidatos que se dedicaram a estudar as obras da lista da Fuvest tiveram facilidade para responder às questões.

Os livros cobrados foram o romance "Mayombe", do escritor angolano Pepetela, "Angústia", de Graciliano Ramos, "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, "Quincas Borba", de Machado de Assis, e "A Relíquia", de Eça de Queirós.

Das seis outras questões, apenas uma era de gramática; as demais cobravam interpretação de texto. 

"A palavra-chave desta prova foi 'interpretação'. Essas questões chamaram atenção e representam metade da prova. Elas abordaram memes, uso político de notícias falsas, conceito de verdades e mentiras e também uma foto famosa da Guerra do Vietnã", diz Santo.

Na segunda (6), os candidatos farão as provas de disciplinas específicas, que variam de acordo com a carreira escolhida. 

A taxa de abstenção do primeiro dia da 2ª fase da Fuvest caiu em comparação com o vestibular 2019. Neste ano, 6,9% entre os 34.924 candidatos não fizeram a prova. No ano passado foram 7,7%. O local com maior taxa de abstenção foi São José dos Campos, com 10,9%.

A primeira fase do vestibular, que aconteceu em novembro, teve uma prova tradicional, sem grandes novidades além de ter sido o primeiro ano em que o caderno de questões tinha imagens e gráficos coloridos. 

Na ocasião, 129 mil pessoas disputavam vagas na segunda etapa, sendo mais 12 mil treineiros.