Papel do União Brasil em disputa ao Planalto torna-se incerto após desistência de Bivar

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Deputado federal Luciano Bivar em Brasília
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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, anunciou no domingo a retirada de sua candidatura à Presidência, em um movimento esperado desde a semana passada e que deixa o papel a ser desempenhado pelo partido na eleição ao Planalto ainda indefinido.

Em discurso na convenção do partido, em Recife, Bivar anunciou sua desistência e sua decisão de concorrer novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco. Ao mesmo tempo, deixou no ar a possibilidade do partido lançar em seu lugar a senadora Soraya Thronicke (MS) ao Planalto ou fazer uma aliança com o Podemos, que neste final de semana convidou o senador Álvaro Dias (PR) para novamente disputar a Presidência.

Depois de dizer que "antes de tudo é preciso preservar a democracia", Bivar afirmou que Thronicke, que estava a seu lado, "em breve estará aqui em Pernambuco se apresentando como alternativa para o nosso país".

Em seguida, disse: "Podemos está no nosso palco e em uma possível união nacional".

Na semana passada, enquanto analisava a retirada de sua candidatura, a tendência de Bivar --defendida por parte do partido-- era de um anúncio de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com que havia inclusive conversado. A tendência no União Brasil era de liberar o partido e não fechar uma aliança formal, mas Bivar anunciaria seu apoio pessoal ao petista.

De acordo com uma fonte próxima a Bivar, ainda não se sabe o que vai acontecer. "Bivar falou isso (candidatura de Thronicke), mas é muito complexo, não dá para saber o que vai acontecer", disse.

Essa fonte, assim como parte do partido, defende que a retirada da candidatura deveria ser um gesto em defesa da democracia e, indiretamente, em direção a Lula.

"Na minha cabeça, não faz sentido (a candidatura de Thronicke). É trocar seis por meia dúzia", disse a fonte.

O União Brasil nasceu da união entre DEM e PSL --partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro, atualmente no PL, se elegeu em 2018-- e um apoio geral da legenda a Lula não teria espaço na sigla. A divisão levou à discussão de uma nova candidatura, já que Bivar ficaria sem mandato com a derrota praticamente certa na disputa à Presidência.

A discussão com o Podemos, que começou há cerca de três semanas, incluía a possibilidade do partido apresentar um candidato a vice na chapa com Bivar --ou agora, com Thronicke.

O tempo para essas decisões, no entanto, é curto. Os partidos têm até a próxima sexta-feira, dia 5, para realizar as convenções e definir seus candidatos.

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