Para 83% dos paulistanos, assédio sexual e violência contra as mulheres cresceram na cidade

Anita Efraim
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Women perform at Avenida Paulista, downtown São Paulo, this Sunday, March 8, International Women's Day. Thousands of women from all over the world take to the streets to protest for equal rights, for the end of gender violence and feminicides, against rape, for labor guarantees and reproductive rights, among other feminist agendas. March 8, 2020.  (Photo by Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images)
Manifestação no Dia Internacional da Mulher em São Paulo, em 8 de março de 2020 (Foto: Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images)

Questionados sobre o assédio sexual e a violência contra a mulher na cidade de São Paulo, 83% dos paulistanos percebem que esses problemas aumentaram na cidade. O levantamento foi feito pela Rede Nossa São Paulo.

Para 12% dos paulistanos, os casos continuaram no mesmo patamar, 1% acham que o problema diminuiu e 4% não sabem ou não responderam.

A percepção de que há mais casos de assédio e violência sexual aumentou de 2020 para 2021. Há um ano, o índice estava em 74% e cresceu 9 pontos percentuais. Em 2021, a percepção é maior entre as mulheres (88%) do que entre os homens (76%).

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Entre pessoas com ensino fundamental completo, o número fica ainda maior: 90% dos paulistanos deste grupo acreditam que houve aumento no assédio e na violência contra a mulher.

O índice também varia segundo a região da cidade. Em todas as regiões a percepção é de que os casos aumentaram e os maiores aumentos foram no Centro, 60% em 202 e 75% em 2021, e na Zona Oeste, 60% em 2020 e 79% em 2021. Nas zonas Norte (83%), Leste (86%) e Sul (81%) o índice é ainda maior.

Foram ouvidos 800 paulistanos com 16 anos ou mais entre os dias 5 de dezembro de 2020 e 4 de janeiro de 2021. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Entre as mulheres ouvidas pela pesquisa, 61% dizem já terem sofrido algum tipo de assédio. O local em que isso acontece com maior frequência é o transporte público, onde 47% das paulistanas relatam já terem sido assediadas, enquanto 31% dizem já terem passado por situações de assédio no ambiente de trabalho. Dentro do ambiente familiar, 19% das mulheres relatam já terem sido assediadas.

Foram ouvidas 425 paulistanas no mesmo período e a margem de erro é de 5 pontos percentuais.