Para Alckmin, problemas do Brasil não serão resolvidos à bala

Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República, no começo de agosto de 2018. (Foto: José Cruz/Agencia Brasil)

Em campanha por Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) criticou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), no sábado (25), por defender o armamento da população brasileira. Os dois passaram por cidades do oeste do estado e ficaram a 150 quilômetros de distância.

Ao jornal O Globo, Alckmin respondeu questionamento sobre o crescimento do capitão reformado do Exército num tradicional reduto tucano. “Em política a gente não obriga; a gente conquista. Não vamos resolver os problemas do Brasil à bala, com violência. Vamos resolver com eficiência, com competitividade, reformas que o Brasil precisa”, concluiu.

O estado, onde o candidato do PSDB foi governador nos últimos 24 anos, pela pesquisa Ibope da semana passada, votaria mais em Bolsonaro (22%) do que nele (15%).

Alckmin foi recebido por prefeitos da região e caminho pelo centro da cidade, que é um polo do setor sucraalcoleiro. Sobre isso, o tucano falou que vai incentivar a energia limpa, como o etanol.

Além disso, reforçou a necessidade da reforma política como tem feito nas sabatinas e nos debates. Defendo a reforma política, para apresentar em janeiro. Defendo voto distrital misto, voto facultativo e cláusula de barreira (para diminuir o número de partidos). Na próxima eleição para prefeitos, proibindo coligação proporcional, já reduz muito (o número de partidos). Dos 35, devem ficar 15”, ressaltou.

Alckmin fechou aliança com o centrão formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, e respondeu perguntas sobre os números baixos nas pesquisas até agora. O tucano disse “agora que vai começar” a corrida, fazendo menção ao horário eleitoral de sexta-feira (31) no rádio e na tv. Para ele, sua popularidade vai aumentar com o grande tempo de exposição nos meios de comunicação mais utilizados pelos brasileiros.