Para americanos, Coreia do Sul e Alemanha lidam melhor com pandemia que EUA

BRUNO BENEVIDES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A maioria dos americanos considera que a Coreia do Sul e a Alemanha foram os países que lidaram de maneira melhor com a pandemia de coronavírus, de acordo com pesquisa do Pew Research Center.

O levantamento, divulgado na manhã desta quinta-feira (21), foi feito a partir de entrevistas com 10.957 americanos sobre a resposta internacional à Covid-19.

Do total de entrevistados, 66% afirmaram que Berlim e Seul fizeram um trabalho bom ou excelente no combate à pandemia, contra 29% que avaliam a resposta dos dois governos como razoável ou ruim.

Em relação aos Estados Unidos, 47% consideram que o país tem feito um trabalho bom/excelente, enquanto 52% classificam a resposta do governo como razoável ou ruim.

A questão também ilustra a divisão partidária no país. Entre democratas ou pessoas alinhadas ao partido, apenas 27% consideram positivo o trabalho do governo de Donald Trump. Já entre republicanos, o índice dos que afirmam ver a atuação da Casa Branca como boa ou excelente vai a 71%.

Alvo de críticas do presidente americano, a OMS (Organização Mundial da Saúde) tem avaliação semelhante a do governo dos EUA -46% enxergam o trabalho da entidade como bom ou excelente, contra 51% que o consideram razoável ou ruim.

A pesquisa não abarcou o Brasil, avaliando a opinião dos americanos apenas sobre Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha, Itália, China, Reino Unido e OMS.

A nação mais mal avaliada foi a China, com apenas 33% de bom ou excelente e 63% de razoável ou ruim. Além disso, 84% dos entrevistados também afirmaram que desconfiam de alguma forma das informações dadas por Pequim sobre a pandemia, enquanto apenas 15% confiam nos dados do país.

Em comparação, 62% dos entrevistados pelo Pew, instituto com sede em Washington, confiam nas informações dadas pela União Europeia, e 59% confiam nas da OMS.

Segundo a pesquisa, metade dos americanos consideram que a China perderá influência no planeta devido à pandemia, enquanto 17% preveem que o país aumentará sua força no exterior.

Internamente, a questão dividiu os americanos, uma vez que 29% afirmam que os EUA ficarão mais influentes, índice igual ao dos que consideram que o país perderá ascendência sobre outras nações.

Novamente aqui a resposta varia conforme a preferência partidária dos entrevistados -Washington e Pequim têm trocado acusações durante a pandemia.

Entre os apoiadores da sigla de Trump, 41% avaliam que a influência dos EUA no mundo vai aumentar, e 11%, que vai cair. Entre os democratas, o placar se inverte: 45% consideram que vai diminuir, e 19% que vai aumentar.