Para atrair jovens, Ciro Gomes faz 'react' de entrevista de Moro em podcast

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Com o objetivo de atrair o público jovem, o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, fez um vídeo reagindo à entrevista dada pelo ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos), também postulante ao Planalto, ao podcast Flow. A gravação do pedetista foi feita durante sua live semanal “Ciro Games” e segue um modelo de “react”, que não é novo nas redes sociais, mas que voltou a ganhar destaque com o streamer Casimiro.

De moletom e sentando em uma cadeira gamer, em uma sala com luzes neon e um quadro escrito “Cirão”, o pedetista critica as declarações dadas por Moro no podcast. A primeira crítica é contra uma fala do ex-ministro que, ao ser questionado, justifica porque ganhava auxílio-moradia mesmo tendo casa própria na época que estava na magistratura.

— Como juiz eu recebia salário e tinha uma parte que era o auxílio-moradia, que eles colocaram lá. Um adicional e não sei o que, e todo mundo recebia. No fundo aquilo era um salário. Como não tinha tido aumento de salários por anos, eles inventaram esse rótulo e colocaram lá — justifica Moro, que, também na tentativa de se aproximar de jovens, busca falar de maneira mais informal.

Enquanto Moro fala, Ciro se filma reagindo as falas do ex-juiz. Após o trecho da entrevista se mostrado, o pedetista rebate a justificativa do adversário:

— Recebeu auxílio-moradia tendo apartamento particular seu e da sua "conja" em Curitiba e mente para os garotos do Flow que isso é salário. Você sabe, ou deveria saber, que auxílio-moradia não é salário. Auxílio-moradia, por exemplo, não incide imposto de renda, salário incide imposto de renda. Por quê? Porque auxílio-moradia é verba indenizatória.

Embora Ciro e Moro sejam candidatos opostos e disputem o posto de “terceira via”, isto é, quem faça frente às candidaturas de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos traçam estratégias parecidas para conquistar o público jovem. A própria ida ao Flow faz parte dessa tentativa, já que o podcast tem um forte apelo entre essa parcela do eleitorado.

Assim como Moro, Ciro também deu entrevista ao programa. Seguindo a mesma linha, o ex-presidente petista foi ao podcast Podpah, que tem o mesmo estilo informal do Flow. Já Bolsonaro, por sua vez, tem preferido ser entrevistado por programas simpáticos a seu governo, como Morning Show e Pingo nos Is, da Jovem Pan, e Hora do Strike, da Gazeta do Povo.

Outra crítica feita pelo pedetista ao ex-juiz federal é relacionada ao fato de Moro ter trabalhado, após deixar de ser ministro da Justiça de Bolsonaro, na consultoria Alvarez & Marsal. Entre os clientes do escritório há empresas investigadas na operação Lava-Jato, como a Odebrecht, OAS, banco BVA, Galvão Engenharia e grupo Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial).

Ao Flow, o ex-juiz afirma que nunca trabalhou “para a massa falida ou para a Odebrecht”. Ciro, então, rebate o acusando de “tráfico de informação e de influência”.

— Entre as milhões de empresas que o senhor Sergio Moro podia trabalhar, sabe onde foi trabalhar? Foi trabalhar nesta empresa americana que administra a massa falida — diz o pedetista, que completa: — E o Sergio Moro que foi morar em Washington, a firma sendo sediada em Nova York, foi recebido lá como sócio e se nega a dizer ao povo brasileiro quantos mil dólares, ou milhão, sei lá, ele recebeu. Faltou com a verdade dizendo que não recebeu dinheiro de uma firma que administra a massa falida e que o contratou exclusivamente por uma razão: tráfico de informação e tráfico de influência.

Na gravação, Ciro ainda afirma que Moro se recusa a debater com ele e, por isso, teve que fazer esse “react”. Na mesma fala, o pré-candidato do PDT também volta a fazer críticas a Bolsonaro e Lula, afirmando que os dois adversários, que aparecerem à frente das pesquisas, estão combinados para não participarem de debates.

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