Para as chuvas de verão: novo radar meteorológico do Rio visa acabar com 'ponto cego' no monitoramento

A pouco mais de um mês para o começo do verão, que se inicia em 21 de dezembro, a preocupação com as chuvas decorrentes da estação faz com que um novo radar meteorológico seja instalado na Região Metropolitana para que se faça o monitoramento dos núcleos de chuva. Atualmente, os municípios utilizam o monitoramento do Centro de Operações Rio, da prefeitura da capital, que, no entanto, tem um "ponto cego" no Morro do Sumaré, que deixa de cobrir algumas regiões do estado. Com um investimento de R$ 18,5 milhões, a prefeitura de Niterói fará a instalação do novo equipamento no início de dezembro.

"Banda X" é o nome do radar, que será implantado no Parque da Cidade, em Niterói. Além dele, três estações meteorológicas e seis de monitoramento do ar estão abarcados pelo investimento. De acordo com o município, será possível realizar "o monitoramento meteorológico em tempo real para identificar, rastrear núcleos de chuva à distância e indicar trajetória e aproximação de áreas de risco ou de interesse".

Com um raio de 100 quilômetros, municípios como a capital e outras 42 cidades — da Baixada Fluminense, Região dos Lagos, Centro-Sul fluminense e Vale do Paraíba — poderão usar as informações geradas pelo Banda X. Os dados ficarão disponíveis no site da Defesa Civil de Niterói.

— Entre as iniciativas para a resiliência e emergências climáticas, está este radar meteorológico, que vai permitir maior velocidade e precisão na identificação da aproximação de núcleos de chuva e dimensionando o volume de água. Com essa ferramenta, a nossa Defesa Civil terá mais agilidade em alertar a população e tomar medidas preventivas contra chuvas fortes — afirma Axel Grael, prefeito de Niterói.

De acordo com a Prefeitura de Niterói, um "ponto cego" no monitoramento do Morro do Sumaré, localizado no Alto da Boa Vista, na capital, faz com que áreas do município e de cidades do entorno, como Maricá, e da Região dos Lagos não sejam 100% monitoradas.

O Centro de Operações Rio (COR) informa que esse fenômeno é devido à orografia na cidade do Rio, que inibe alguns pontos de visão do radar do Sumaré, o que, no entanto, mantém boa parte da capital monitorada, "atendendo o objetivo para o qual foi instalado".

O monitoramento do COR conta com radares de Guaratiba e Macaé (do Inea), do Pico do Couto (da Redenet), além do próprio radar do Morro do Sumaré, que tem um alcance de 140 quilômetros. Com acompanhamento em tempo real, a prefeitura do Rio conta também, desde 2015, com uma parceria de compartilhamento de dados e conhecimentos científicos com a agência espacial americana (Nasa). A partir desse acordo, é elaborado um mapa de monitoramento de deslizamentos, utilizado em dias de chuva pelo COR.

"O Centro de Operações Rio (COR) monitora a cidade do Rio 24 horas por dia, sete dias por semana. O Alerta Rio, que funciona no prédio do COR, possui técnicos e meteorologistas 24h. Ou seja, além da previsão, há o monitoramento em tempo real, com auxílio dos radares. Esse trabalho 24h é imprescindível principalmente nesta época do ano (primavera/verão), quando as chuvas são mais intensas e algumas vezes de difícil previsão a longo prazo", informa o órgão da Prefeitura do Rio, que também envia alertas de chuva e classifica a cidade em estágios operacionais, a depender da quantidade de chuva.