Para diagnosticar nova cepa de coronavírus, Anvisa recomenda a laboratórios usar produtos que foquem diferentes alvos virais

O Globo
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Márcia Foletto / Agência O Globo

BRASÍLIA- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta sexta-feira uma nota para orientar laboratórios que atuam no diagnóstico do novo coronavírus a melhorar o procedimento para identificar a nova variante de SARS-Cov-2. A partir da notificação de uma nova cepa do vírus no Reino Unido, a Anvisa recomenda que os laboratórios utilizem testes que foquem em diferentes alvos virais.

A medida é uma estratégia para aumentar a eficiência dos testes diagnósticos tendo em vista o surgimento da nova variante do vírus. A agência destaca, no entanto, que a maioria dos testes utilizados no Brasil já utilizam mais de um alvo, "o que reduziria o impacto ao diagnóstico" por parte do novo tipo de coronavírus.

"A variante SARS-CoV-2 VUI 202012/01 (variante sob invesgação, ano 2020, mês 12,variante 01), inicialmente idenficada no Reino Unido, apresenta 14 mutações resultando em alteraçõesde aminoácidos e deleções de genes, sendo que uma destas está relacionada ao gene S do vírus", explica a nota técnica, acrescentando:

" Coma mutação no gene S para esta variante, os ensaios que ulizam exclusivamente este alvo, ou que overam como referência para o desenvolvimento do teste, podem não ser capazes de detectar estacepa".

Foram encontrados em São Paulo dois casos de coronavírus provocados pela nova variante identificada inicialmente no Reino Unido. A cepa B.1.1.7 do Sars-CoV-2, mais contagiosa, foi detectada pelo laboratório Dasa e comunicada ao Instituto Adolfo Lutz e à Vigilância Sanitária.

Cientistas pontuam que mutações em coronavírus são comuns e não há evidências de que a variante provoque casos mais graves ou aumente a mortalidade pela doença. Quanto à vacinação, essas mutações não devem interferir na eficácia das doses