Para Emicida, Gil do Vigor é 'flor desabrochando no concreto'

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***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 07.08.2017: O rapper Emicida em São Paulo. (Foto: Zé Carlos Barretta/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 07.08.2017: O rapper Emicida em São Paulo. (Foto: Zé Carlos Barretta/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma aula de tchaki tchaki foi um dos pontos altos da participação do ex-BBB Gilberto Nogueira no Papo de Segunda (GNT). No programa desta segunda-feira (17), o economista falou sobre a sua trajetória e fez críticas à homofobia.

Três dos apresentadores, Francisco Bosco, João Vicente de Castro e Fábio Porchat, seguiram descontraídos a coreografia que virou marca registrada de Gil do Vigor.

Apenas Emicida, que participava virtualmente da conversa, não dançou. O rapper, no entanto, não escapou do bom humor do ex-BBB. "O Emicida não gostou do tchaki tchaki, o Brasil tá lascado", disse Gil, usando um bordão que ficou conhecido na última edição do Big Brother Brasil.

Mas, apesar de não ter dançado, Emicida foi o responsável por uma definição que chamou a atenção nas redes sociais. O rapper comparou o pernambucano a "uma flor desabrochando no concreto". Para ele, muitos se perderam no BBB 21 e o economista se encontrou. Emicida disse que Gil ofereceu a todos uma forma doce de fazer revolução.

No Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, o ex-BBB falou sobre o ataque homofóbico de que foi vítima por meio de um áudio de um conselheiro do Sport Clube do Recife. O clube repudiou o fato.

Para ele, o ataque pode ter contribuído para chamar a atenção para uma pauta importante.

"A gente vive uma realidade no Brasil em que muitos já lutaram e deram a vida por isso", disse. "Ao saber que, mesmo sofrendo, consegui trazer esse debate ainda mais forte para as pessoas, para mim está tudo certo".

Ao falar sobre sua trajetória, Gil do Vigor lembrou que muitas vezes sofreu agressões homofóbicas e não tinha a quem recorrer. No BBB 21, sua missão foi a de dar visibilidade a quem "grita, grita, grita e ninguém ouve".

Gil contou que no passado sentia a necessidade de não parecer afeminado e chegou a treinar para isso. "Só que não deu certo, né", brincou.

O economista falou também sobre suas conquistas acadêmicas e como precisou superar as pessoas que riam de seus sonhos e as que não acreditavam que ele poderia estudar fora do Brasil. Gil foi aprovado para cursar um PhD na Califórnia.

Ele também explicou outro termo que ficou conhecido durante sua participação no BBB 21: "fazer cachorrada". Segundo Gil, é fazer o que tem vontade. E deu um exemplo: na segunda festa do reality, quando quis arrastar Arthur para a pisicna, já era vontade de fazer cachorrada.

"Eu só queria ser feliz", resumiu. "Quem não gosta de uma cachorrada?"