Para enfrentar o calorão, a piscininha do Parque Madureira

Rafaela D'Elia*
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Frequentadores do Parque Madureira aproveitam último dia do ano em quedas d'água

RIO - A família Fonseca veio de Belo Horizonte, Minas Gerais, para curtir o fim de ano e aproveitar as praias do Rio. Só que na hora de sair de Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio, e encarar o trânsito até Copacabana, a preguiça foi mais forte. Para aplacar o calor, a opção foi o chafariz do Parque Madureira. A mesma ideia levou dezenas de outras pessoas que lotaram o principal espaço de lazer da região.

—  O nosso grupo tem 26 pessoas. Ontem, fomos para Barra, mas hoje preferimos fazer um piquenique por aqui. É mais tranquilo para as crianças —  comenta Sidney Fonseca.

Nesta quarta-feira, a família já pega a van de volta para Belo Horizonte, pois os adultos todos trabalham dia 02.

Já  o operador de som Denis Santos, morador de Rocha Miranda, resolveu enfrentar o sol e o calor de 40 graus para aprimorar suas manobras de skate.

— Não me importo com o calor. Nos dias de sol escaldante como hoje, é só beber uma água que esquece. Qualquer folguinha que tenho, venho para cá  treinar — disse  Denis.

 

Diego Souza, que mora em Honório Gurgel, foi para o parque com três amigos. Todos os levaram os filhos para a área de lazer e disseram que suas esposas estavam em casa preparando a ceia da virada do ano. Levaram baldes de cerveja. Perguntado sobre o motivo de ter ido sozinho, Diego brincou:

—  Eu queimo até miojo. Se me deixassem ajudar na ceia,  não daria certo. Já estou ajudando quando resolvi trazer a pequena (Giovanna, de 2 anos) para se refrescar e deixar a patroa trabalhar em paz.

O porteiro Renan Costa, trabalha 12h amanhã  e "por isso está bebendo desde cedo".

—  O pessoal da Zona Norte não tem como ir curtir uma praia hoje. Não tem muito transporte circulando. Então o que resta é virmos no Parque de Madureira, que eu adoro —  pondera Diego.

De acordo com a fonoaudióloga Ana Cristina Cândido, o Parque Madureira é melhor para as famílias com crianças do que as praias, por ser menos cheio.

—  Aqui posso ficar sentada na sombra e vigiar meu sobrinho na fonte, que não tem risco de se afogar — comenta Ana.

A técnica de enfermagem Ayalana da Costa frequenta diariamente a área de lazer com o filho Miguel, de 2 anos.

— Eu moro em frente. Meu filho adora brincar aqui — explicou Ayalana.

*Estagiária sob a supervisão de Luciano Garrido